.Por Marcelo Moreschi.
O céu interrogado se mostra ressentido pela expectativa de sentido. Plutão, por exemplo, em seu emblema, jura “que foi tudo sem querer” e alega não haver “propósito nenhum nos movimentos do universo – e muito menos em mim, e menos ainda no movimento que me leva a vocês”. O que esse guia portátil oferece é, assim, um lembrete de que o céu (apenas em sua posição rebaixada?) é tela de projeções subjetivas, mapas em branco nos quais o descaminho fica explicitado.
Contudo, é preciso frisar que Netuno aponta uma abertura por meio da qual um grande outro talvez possa ser avistado, como se chamasse atenção para as bordas dos mapas em branco: “um tridente, como toda invenção, foi antes objeto de sonho”.
Marcelo Moreschi é professor de literatura na Unifesp.
(imagem reprodução) Diversas organizações da sociedade civil, entre elas o ANDES-SN (Sindicatos Nacional dos Docentes…
(imagem reprodução) A Polícia Federal (PF) encontrou uma sala secreta em um hangar no Aeroporto…
Bandeiras erguidas na sexta-feira e uma caminhada no sábado vão marcar os últimos dias de…
Foto de Marilda Tedesco (divulgação) O Ponto de Cultura Núcleo de Fotografia de Campinas (NuFCa)…
(lu bortolini - foto divulgação) O forró pé de serra ganha voz feminina e novas…
(foto firmino piton - pmc) O espetáculo “Quando Falta o Ar”, solo escrito e interpretado…