.Por Marcelo Moreschi.
O céu interrogado se mostra ressentido pela expectativa de sentido. Plutão, por exemplo, em seu emblema, jura “que foi tudo sem querer” e alega não haver “propósito nenhum nos movimentos do universo – e muito menos em mim, e menos ainda no movimento que me leva a vocês”. O que esse guia portátil oferece é, assim, um lembrete de que o céu (apenas em sua posição rebaixada?) é tela de projeções subjetivas, mapas em branco nos quais o descaminho fica explicitado.
Contudo, é preciso frisar que Netuno aponta uma abertura por meio da qual um grande outro talvez possa ser avistado, como se chamasse atenção para as bordas dos mapas em branco: “um tridente, como toda invenção, foi antes objeto de sonho”.
Marcelo Moreschi é professor de literatura na Unifesp.
(imagem paula arielly - divulgação) A temporada de estreia do Projeto Terror em Cena, assinado pelo…
(foto Elisa Maciel - divulgação) A nova geração da música brasileira ganha destaque em Campinas…
(foto mari jacinto - divulgação) O espetáculo teatral "O Legítimo Pai da Bomba Atômica" será…
(foto pedro quintans - divulgação) O cordelista, poeta e compositor Samuel de Monteiro lança o…
(foto juliana lira - divulgação) O compositor, arranjador e baixista Peu Abrantes se apresenta em…
(foto tânia rego - ag brasil) O reservatório de água da usina de Itaipu, na…