O dinheiro ilícito do tráfico talvez seja mais lucrativo para o submundo do sistema financeiro internacional. Jornalista norte-americano já denunciou que pressão dos Estados Unidos dificultam a descriminalização.
A iniciativa do Uruguai acabaria com a alta lucratividade gerada pelo risco de recursos oriundos de organizações criminosas e geridos por doleiros e empresas off shore (com contas em paraíso fiscal). A legalização no Uruguai aposta em diminuir a violência e a criminalidade relacionada ao tráfico de drogas.
Sem mais nem menos, bancos como Santander, Citibank e Itau estão boicotando farmácias do Uruguai que vendem maconha. Segundo reportagem do El Pais, uma das farmácias de Montevidéu deixou de vender maconha após seu banco, o Santander, ameaçar encerrar sua conta. Pouco depois o Itaú teria cancelado as contas das empresas privadas que têm a concessão da produção da maconha e de alguns clubes canábicos.
“O estatal Banco República (BROU), parecia ter resolvido a situação, fornecendo seus serviços às 15 escassas farmácias envolvidas no processo, aos produtores e aos clubes. Mas pouco tempo depois veio a informação de que o Bank of America e o Citibank alertaram que deixariam de operar com o BROU se ele continuasse com esses serviços. De acordo com a legislação norte-americana, trabalhar com dinheiro proveniente da maconha é ilegal e atenta contra as medidas para controlar a lavagem de dinheiro e ações terroristas”, diz a reportagem.
O mais inacreditável é que alguns estados dos Estados Unidos vendem maconha.
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