Numa referência aos mapas antigos, a artista usa a metáfora dos monstros do mar para falar sobre a tragédia dos naufrágios no mar Mediterrâneo. Pequenas embarcações , escritas antigas, sinais e linhas, ajudam a contar de uma maneira poética a crua realidade da fuga, da esperança de sobrevivência e do sonho de uma vida nova em paz.
Deslocamentos, fronteiras, barreiras, cercas.
Gente como a gente num caminhar incessante pelo mundo em busca de um lugar para viver, fugindo aos horrores da guerra. O que carregar? O que levar numa pequena sacola? Para onde vamos? Andanças infinitas. Insegurança.
“Meus trabalhos voam pela internet, espalham minhas inquietudes, meus pensamentos e sentimentos pelo mundo afora. A Arte é a minha arma, uma forma de artivismo”, diz a artista. (Carta Campinas com informações de divulgação)
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