Segundo registra Jânio de Freitas, na Folha de S. Paulo, o argumento de Gilmar Mendes, contra o atual direito do interlocutor de gravar a própria conversa, é sucinto: “Vamos ter que analisar a questão novamente [o direito de gravação, confirmado pelo STF]. Nova composição [do Supremo], novo quadro”.
Jânio de Freitas resume: “O produto da reflexão suprema é, portanto, tornar temporárias todas as decisões de tribunais e do Congresso. A cada quatro anos a nova composição do Congresso reexaminaria toda a legislação. A cada novo ministro no Supremo, reexame das decisões para possível condenação dos absolvidos e derrota dos antes vencedores.”
É a máxima instabilidade jurídica já criada, com poder absoluto de 11 juízes não eleitos pela população. Ao final, Jânio satiriza o ministro em suas reais intenções: “Dizem que os gênios são incompreendidos: é natural que Gilmar reclame de críticas. Há, no entanto, maneiras menos trabalhosas, embora menos lúcidas, de favorecer o Temer gravado por Joesley Batista.”
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