Casos de violência doméstica em Campinas aumentaram quase 50% em apenas um ano

A Prefeitura de Campinas divulgou a décima edição do Boletim Sisnov – Sistema de Notificação de Violências em Campinas nesta segunda-feira, 21/11, com os dados de 2015.

O documento mostra uma explosão de casos de violência em apenas um ano. O aumento foi 47% entre os anos de 2014 e 2015, passando de 1.227 para 1.814, respectivamente.

Para 2016, considerando somente os dados do primeiro semestre, a Secretaria de Saúde vê tendência de manutenção do número elevado de notificações.

A maioria das vítimas é da faixa etária entre 0 e 19 anos (56,5%) e do sexo feminino (71,3%). O boletim registra violência contra as mulheres, crianças e adolescentes, idosos e violência sexual do tipo interpessoal, intrafamiliar ou urbana/comunitária e violência autoprovocada (tentativa de suicídio), atendidos pela rede municipal de enfrentamento e prevenção às violências.

Os dados apresentados referem-se a pessoas que foram atendidas e identificadas pela rede municipal de cuidados.  Ao divulgar os dados apresentados no 10º Boletim Sisnov, no site da própria Prefeitura de Campinas, o secretário Municipal de Saúde, Cármino de Souza, não expôs ações da Prefeitura para reduzir essa violência e culpou a crise econômica pelo aumento da violência.

“A violência cresceu em todos os níveis, principalmente contra a mulher e contra a criança em áreas de maior vulnerabilidade da cidade, como na região noroeste. Muito provavelmente a violência é até maior do que o que estamos mostrando, mas a preocupação é que a partir da crise econômica e do desemprego tivemos um repique na questão da violência no município”, afirmou.

Outro ponto importante dos dados de 2015 é que a violência física aparece com maior número de notificações, colocando a negligência em segundo lugar, porém continua a merecer destaque o significativo número de notificações de violências autoprovocadas do tipo tentativa de suicídio e suicídio.

A distribuição das notificações por distrito de residência da vítima, no período 2010 a 2015, mostra que há uma concentração maior de notificações na área do Distrito Noroeste para todos os anos, com exceção do ano de 2012 quando o Distrito Norte apresentou pequena proporção a mais. (Carta Campinas com informações de divulgação)

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