A pesquisa revela ainda que US$ 1,1 bilhão foram importados apenas dos Estados Unidos, mostrando que os americanos concentram 70% do fornecimento de conteúdo e serviços audiovisuais para o Brasil. Por outro lado, o Brasil exportou apenas US$ 50 milhões para o mercado americano, ou seja, cerca de um terço do total exportado.
“A presença avassaladora da produção de um único país, seja ele qual for, não é benéfica aos povos e aos países. Ela cria uma distorção profunda na maneira de ser ver o mundo”, disse o presidente da Ancine, Manoel Rangel.
Segundo ele, esse é um dos motivos pelos quais é importante ter uma política nacional de cinema e audiovisual focado em conteúdo e empresas nacionais. “Se nós não focarmos em valorizar o conteúdo e a empresa brasileira, o Brasil deixa de ter a capacidade de produzir sua própria imagem. Deixa de ter a capacidade de ser ele a interpretar os fenômenos culturais, sociais, políticos, comportamentais que ocorrem no nosso país. E sobretudo a gente deixa de ter a capacidade de vendermos a nossa imagem diante do mundo”, disse.(Agência Brasil)
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