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Por  Eduardo de Paula Barreto

Não enterre um idealista
Tentando torná-lo silente
Pois é de terra que precisa
Toda boa semente
Para poder germinar
E em árvore se transformar
Reinando no grande jardim
Que só aceita em seu berço
Sementes que veem começos
Onde outras enxergam o fim.
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O idealista é como a planta
Que se adapta a cada estação
Na primavera se encanta
E venera o Sol no verão
No outono cede suas folhas
Para que o vento as recolha
Deixando os seus galhos secos
Para num gesto fraterno
Amenizar o frio do inverno
Se transformando em gravetos.
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O idealista se fortalece
Diante das adversidades
E finca raízes que descem
Se fixando na verdade
Da qual retira o alimento
Que nutre o pensamento
Que o torna imune
À covardia do opressor
Porque quem espreme a flor
Se embriaga com o seu perfume.
20/07/2016
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