O ministro afirmou que o tal plano teria uma cobertura menor do que a mínima exigida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para poder ser oferecido com preço mais em conta. Ainda segundo o ministro, com essa ideia, mais pessoas poderão contribuir para o financiamento da saúde no país. Mas o economista cita o exemplo da Colômbia, que seguiu esse caminho, e mostra que parte da população fica de fora por não ter um Plano de Saúde completo. Se os atuais planos de saúde no Brasil são caros e ruins, com inúmeras queixas e até suspensão de venda, imagina o que vai acontecer com o chamado ‘plano popular’.
“Esse pacote de serviços de saúde ‘populares’ conduz à privatização total do setor, desde o controle dos fundos públicos pelo capital financeiro até a expansão dos seguros privados de saúde como alternativa viável ao sistema público. A mercantilização da saúde será alcançada em todas as esferas que possam ser capturadas pelo setor privado para ampliar sua lucratividade”, afirma Gustavo Bonin.
“O ministro da Saúde omite-se quanto ao fato de que o SUS sofre de crônica insustentabilidade financeira derivada do seu subfinanciamento histórico. Apenas como exemplo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2013, os gastos totais em saúde no Brasil foram de 9,7% do PIB, contudo, mais da metade (51,8%) são gastos de ordem privada, ou seja, o SUS é subfinanciado, acarretando graves problemas em sua gestão. A ampliação de mercados privados colaboraria para a ampliação das iniquidades de acesso aos serviços e ações ofertados pelo SUS”, diz o artigo. (RBA/ Carta Campinas)
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