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Campineiro que ostentava no Facebook é preso por corrupção pela Polícia Federal

­O integrante do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) João Carlos Figueiredo Neto, que é de Campinas e estudou no Cotuca e na PUC-Campinas, foi preso em flagrante pela Polícia Federal na Operação Quatro Mãos, deflagrada na madrugada desta quinta-feira.

Segundo a PF, ele tentou vender decisão no Carf favorável ao Itaú Unibanco. A propina que o conselheiro pretendia cobrar do Itaú Unibanco era de R$ 1,5 milhão.

João Carlos Figueiredo Neto ostentava luxo e era um ativista que criticava a corrupção e o PT (Partidos dos Trabalhadores) em sua página no Facebook. Ele também se apresenta como conselheiro da Habicamp e da Fiesp.

A ação da PF se deu a partir de denúncia do próprio Itaú, que informou em nota nesta manhã ter sido vítima de “conduta inadequada” do conselheiro. O flagrante da extorsão foi preparado e Figueiredo Neto foi preso ontem em Brasília no shopping Iguatemi.

A ação ocorreu independentemente das investigações da Operação Zelotes, que investiga esquema de corrupção no Carf. O Carf é o órgão vinculado ao Ministério da Fazenda responsável por julgar recursos a autuações aplicadas pela Receita Federal aos contribuintes.

O conselheiro foi indicado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). “O comportamento do conselheiro está claramente em desacordo com o Código de Ética do Sistema Indústria, que deve ser seguido por dirigentes, colaboradores e representantes. A CNI apoia as investigações e defende a punição de eventuais culpados por supostas fraudes em julgamentos do Carf”, informa a confederação em nota. A entidade enviará ainda hoje para o Carf o pedido de descredenciamento deste conselheiro.

Sobre o caso, o Ministério da Fazenda disse que a Corregedoria-Geral do ministério recebeu, por meio do Carf, a denúncia de possível prática ilícita do conselheiro encaminhada pelo Itaú Unibanco. A corregedoria colaborou, então, com o Ministério Público Federal e a Polícia Federal para que fosse possível obter informações e prosseguir com os trabalhos de investigação. “Os trabalhos de investigação ainda estão em curso no âmbito da Corregedoria-Geral do ministério que subsidiará a possível instauração de processo administrativo disciplinar”, informa a nota, que se refere ao preso como representante dos contribuintes no âmbito do Carf. (Carta Campinas/Agência Brasil)

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