Por Luís Fernando Praga
Oh, mãe, que me pariste no breu da ditadura, o teu amor me armou de um sentimento, crescido aos urros surdos da tortura, que fez da dor do mundo o meu tormento e foi como um farol na noite escura. Me entregaste um mundo de carinhos; e, neste mundo, toda mãe é filha, no mundo há armadilhas e há caminhos, no mundo, todo mundo é a família. Que bom, oh minha mãe, todo este zelo, que bom que amaste os pobres e doentes, que bom teu cafuné no meu cabelo, que bom que eu sei sentir pelo que sentes! É triste, mãe, e a mim também intriga; aquela sensação do insucesso, pois minha geração ainda abriga quem se seduza pelo retrocesso. O mundo, mãe amada, mudou tanto, porém os corações mantêm-se frios, teu riso terno aquece feito um manto e os astros que me guiam têm teus brios, mas uma amarga treva se anuncia: teus netos viverão ao som dos tiros, teus filhos temerão a luz do dia, mas nada é doce como os teus suspiros, tua lágrima é gota de poesia e, do contraste entre o doce e o sal, há de surgir a justa consciência de que querer o bem fazendo o mal aborta o ser humano em sua essência. A gratidão é tanta, mãe querida, que minha luta é um efeito da tua, sou grato por saber gostar da vida, lutar-te-ei nas letras e na rua!
(foto global sumud flotilla) A Justiça condenou o vereador de Campinas Vini de Oliveira (Cidadania)…
Professora e intérprete de Libras Michelle Gonçalves Dinamarco, vencedora do concurso em 2025 (imagem divulgação)…
(imagem divulgação) Coletivo de fortalecimento feminino através da literatura marca presença no Flipoços 2026 com…
Bosque dos Jequitibás (foto rogério capela - arquivo pmc) Um Projeto de Lei Ordinária (PLO)…
(foto pedro frança - senado federal) O Bolsonarinho 01 (PL) , o filho mais velho…
(foto nina pires - divulgação) A Casa do Sol, em Campinas, se transforma novamente em…