Número de escolas ocupadas por estudantes em São Paulo já chega a 50

Cerca de 50 escolas públicas de São Paulo foram ocupadas por jovens estudantes e integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). Das 50, duas devem ser desocupadas na tarde de hoje (18) pela Polícia Militar. O Tribunal de Justiça informou que há dois mandados de reintegração de posse de instituições de ensino da Grande São Paulo que devem ser cumpridos hoje: um da Escola Estadual Diadema, localizada na Rua Antônio Doll de Moraes, no centro da cidade, e outro da unidade educacional Heloísa Assumpção, de Osasco.

Os manifestantes protestam contra a reorganização escolar que será implantada em janeiro de 2016 pela Secretaria de Educação. O projeto prevê o fechamento de 94 escolas e a transferência de cerca de 311 mil estudantes para instituições de ensino da região onde moram. O objetivo da reorganização, segundo a secretaria, é segmentar as unidades em três grupos (anos iniciais e finais dos ensinos fundamental e médio), conforme o ciclo escolar. Mas o governo não responde a questões importantes sobre a qualidade da educação.

A Escola Diadema foi a primeira ocupada por estudantes na região metropolitana. Os jovens instalaram-se nas dependências na segunda-feira da semana passada (9). A ocupação da Escola Heloísa Assumpção ocorreu quinta-feira (12).

De acordo com levantamento divulgado pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial no Estado de São Paulo (Apeoesp), de ontem para hoje mais 13 unidades de ensino foram ocupadas e o total passou de 37 para 50.

A Secretaria de Educação atualizou nesta quarta-feira a relação das escolas ocupadas por estudantes e integrantes do MTST em protesto contra a reorganização escolar. Segundo a secretaria, das 50 unidades citadas pela Apeoesp, três foram desocupadas, em outras três não há ocupação, mas sim manifestações, e em outra ocorreu “apenas uma tentativa”. Portanto, segundo a pasta, no momento há 43 escolas ocupadas.

Em nota divulgada ontem (17), a secretaria informou que continua disposta a dialogar com os manifestantes que ocupam algumas unidades de ensino da capital e região metropolitana, apesar das constantes negativas desses grupos. A secretaria lamenta que grande parte das invasões seja liderada por representantes de movimentos que desconhecem o processo de reorganização da rede de ensino. Diz ainda que reconhece o direito à livre manifestação, mas ratifica que não pactua com movimentos político-partidários que não têm como objetivo a melhoria da qualidade do ensino e cerceiam o direito dos alunos de assistir às aulas. A secretaria informa que todo o conteúdo pedagógico perdido será reposto. (Agência Brasil; edição Carta Campinas)

 

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