Sob a direção do próprio Palhaço Tubinho, descendente de família tradicional de circo-teatro e referência no Brasil em tal estética teatral, a cena das montagens ainda será ocupada pelos artistas do Barracão Teatro (Raíssa Guimarães), do Circo Caramba (Thiago Sales), da Dupla Cia. (Fernanda Jannuzzelli), da Família Burg (Guga Burg Cacilhas, Ivens Burg Cacilhas e Joana Piza) e da Los Circo Los (Rodrigo Mallet e Vitor Poltronieri). A iniciativa foi contemplada pelo edital 2014 do ProAc na categoria Montagem e Temporada de Espetáculo de Circo.
Tubinho enxerga a montagem dos dois espetáculos do coletivo como uma rica oportunidade de, além de oferecer ao público uma maneira peculiar de se fazer circo-teatro, entender o fenômeno de popularidade presente nessa teatralidade sob a lona. “O circo-teatro esteve e continua a estar em locais onde o teatro convencional ou o de elite nunca tinha chegado antes. Por isso, há muitos espectadores que tiveram sua primeira ou única experiência teatral por meio do teatro feito em circo. Essa é a grande questão”, pontua o multiartista.
Apesar de não estar abrigada debaixo de uma lona circense, a dobradinha de montagens produzidas pelas trupes de Barão Geraldo mantém a mesma estética do circo-teatro vivenciada pela memória de Tubinho. “Até por opção do grupo, tentei ao máximo manter a vivência que tenho no picadeiro e que me lembro de ter assistido de minha família. Manteremos o tradicional telão pintado ao fundo do cenário, os figurinos e as maquiagens peculiares do circo e, claro, o palhaço de cara pintada como figura central do espetáculo. Toda a trama e as piadas funcionam ao redor dele. Se fosse em uma partida de futebol, ele seria o centroavante que faz o gol. Na cena, esse Palhaço é o responsável por arrematar as piadas”, resume Tubinho.
Uma questão é lançada ao diretor: quais os elementos que não podem faltar em uma legítima comédia de circo-teatro? Tubinho responde sem pestanejar: o cômico central (palhaço), o galã, o escada (segundo cômico), a ingênua, o vilão, a megera… Por sinal, todas essas figuras ocupam a cena de O Morto Que Não Morreu e de O Machão. “Outro detalhe bastante presente nessas encenações, e que me agradam muito, são os quiproquós. São sempre histórias familiares em que essas personagens vão se entrelaçando por meio de confusões”, destaca o diretor.
A entrada é gratuita. (Carta Campinas com informações de divulgação)
Circo-Teatro do Barão (Encenação das comédias de circo-teatro O Machão e O Morto Que Não Morreu )
Quando: Quarta-feira (18/11), às 20h: O Machão; e quinta-feira (19/11), às 20h: O Morto que Não Morreu
Onde: Centro Cultural Casarão (Rua Maria Ribeiro Sampaio Reginato, s/nº, Terras do Barão, em Barão Geraldo, Campinas)
Quanto: Entrada franca (Os ingressos gratuitos serão distribuídos uma hora antes de cada espetáculo)
Classificação indicativa: 16 anos
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