A pesquisadora de pós-doutorado do CTBE, Carla Freixo Protela, que faz parte da organização do evento, afirma que a criação de iniciativas para promover a discussão e a aprendizagem da química verde é fundamental para se implantar uma indústria química nacional sustentável.
“O Encontro da Escola Brasileira de Química Verde, que já tem uma história de 4 anos, é um importante fórum dentro deste tema, no qual a comunidade científica, a indústria privada e os órgãos do governo se encontram, interagem, aprendem uns com os outros contribuindo para o avanço do conhecimento e desenvolvimento do Brasil”, ressalta.
Carla Portela concedeu entrevista para o Carta Campinas, em que explica um pouco sobre essa nova área da química, que busca ser ambientalmente sustentável.
Carta Campinas: O que é a química verde? O que engloba a química verde?
Carla Portela: A química verde é uma área de atuação na qual produtos e processos devem ser modificados de forma a serem sustentáveis e ambientalmente corretos. Ela pode ser definida como a criação, o desenvolvimento e a aplicação de produtos e processos químicos para reduzir ou eliminar o uso e a geração de substâncias nocivas à saúde humana e ao ambiente. Por exemplo, existe um movimento mundial a respeito do aproveitamento da biomassa para a síntese ou biossíntese de produtos de interesse industrial, podendo-se destacar ácidos orgânicos, álcoois, nanoceluloses, ésteres, hidrocarbonetos, polímeros e outros que tem aplicação em diversos setores da indústria (alimentos, farmacêutica, cosméticos, energia, etc).
CC: Quanto tempo já se usa esse termo ‘química verde’? Já é considerado uma ramo de pesquisa nas universidades ou empresas?
Carla Portela: A química verde é um tema cuja discussão foi iniciada no início da década de 90 nos Estados Unidos. A discussão do assunto foi motivada pelo movimento de redução da poluição advinda da indústria química e o apoio ao desenvolvimento de processos de produção ambientalmente corretos. Dessa forma, tem havido grandes esforços em pesquisa e desenvolvimento, tanto em institutos com em universidades em articulação com as demanda definida da indústria química, por forma a traduzir o conhecimento gerado, em processos e produtos reais.
CC: Quais países estão mais avançados nessas pesquisas? Há uma tendência mundial ou são pesquisas ainda iniciantes nesse campo? Ou seja, como você avalia a situação atual do desenvolvimento da química verde?
Carla Portela: Os Estados Unidos, mas também vários países da Europa como Inglaterra, Itália e até mesmo Portugal, têm tido um papel fundamental na área. As propostas rapidamente se ampliaram para envolver a International Union of Pure and Applied Chemistry (IUPAC) e a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) no estabelecimento de diretrizes para o desenvolvimento da Química Verde em nível mundial.
CC: No Brasil, quais setores ou quais pesquisas estão mais desenvolvidos dentro da química verde?
Carla Portela: No Brasil, os conceitos da química verde começaram a ser difundidos recentemente. O Brasil apresenta um reconhecido potencial para a geração de tecnologias a partir de fontes renováveis devido a sua forte indústria agrícola e florestal. A geração de produtos e subprodutos de fontes renováveis é bastante expressiva justificando o fato de muitas indústrias dos setores da bioenergia, química e especialidades terem identificado o Brasil como um local adequado para o estabelecimento de seus centros de pesquisas.
Serviço:
V Encontro da Escola Brasileira de Química Verde (link para mais informações)
Tema: A biomassa lignocelulósica como matéria-prima para a indústria química renovável
Datas importantes:
| Início do período de inscrições | 27 de julho |
| Prazo final para submissão de resumo para a sessão de pôsteres | 25 de setembro |
| Divulgação de resumos selecionados para apresentação na sessão de pôsteres | 29 de setembro . . . |
| Prazo final para inscrição no evento | 2 de outubro |
| Realização do evento | 19 e 20 de outubro |
Programação:
| 8h00 – 9h00 | Credenciamento |
| 9h00 – 9h30 . . | Sessão de abertura – Carlos Américo Pacheco – Diretor do CNPEM. – Paulo Mazzafera – Diretor do CTBE. – Peter Rudolf Seidl – Coordenador EBQV. |
| 9h30 – 10h10 | A biomassa lignocelulósica para a química verde – Helena Chum – National Renewable Energy Laboratory (NREL), EUA. |
| 10h10 – 10h30 | Coffee break |
| 10h30 – 12h30 | Sessão Plenária: Iniciativas de apoio e estratégias de governo para o desenvolvimento da química verde no Brasil – Felipe Pereira – BNDES (Título a ser definido). – Finep (Representante a ser definido). – Fapesp (Representante a ser definido). – Embrapii (Representante a ser definido). |
| 12h30 – 14h00 | Almoço |
| 14h00 – 16h00 | Sessão Técnica: Processamento químico da biomassa lignocelulósica – Alírio Egídio Rodrigues – Universidade do Porto, Portugal | Título: An integrated approach for lignin valorization vanillin, syringaldehyde and polyurethane. – María Cristina Area – Universidad Nacional de Misiones, Argentina | Título: “Bio-produtos e bio-materiais a partir da biomassa lignocelulósica”. – Antonio Aprigio da Silva Curvelo – Instituto de Química de São Carlos (USP) (Título a ser definido). (Palestrantes a serem definidos). |
| 16h00 – 17h30 | Coffee break e sessão de pôsteres |
| 8h30 – 9h30 | Visita às instalações do CTBE |
| 9h30 – 10h10 | Aproveitamento de biomassa lignocelulósica e as ações da Embrapa Agroenergia – Mônica Caramez Triches Damaso – Embrapa Agroenergia. |
| 10h10 – 10h30 | Coffee break |
| 10h30 – 12h30 . . | Sessão Plenária: O uso de matérias-primas renováveis na estratégia de desenvolvimento das empresas – Thomas Canova – Rhodia/Solvay | Título: Biomassa: química e processos de transformação. – John Biggs – DOW. – Paulo Coutinho – Braskem | Título: Roadmap BRASKEM de químicos a partir de matérias primas renováveis. – Marco Carmini – Croda Inc. (Título a ser definido). |
| 12h30 – 14h00 | Almoço |
| 14h00 – 16h00 | Sessão técnica: Tecnologias baseadas em bioprocessos – José Gregório Cabrera Gomes – Instituto de Ciências Biomédicas/USP | Título: “Biologia de sistemas e o desenvolvimento de plataformas bacterianas para bioprodutos”. – Isabel Rocha – Instituto de Biotecnologia e Bioengenharia (IBB), Universidade do Minho, Portugal | Título: “Melhoramento das predições in sílico para assistência ao desenvolvimento de estratégias de engenharia metabólica”. (Palestrantes a serem definidos) |
| 14h00 – 16h00 | Sessão paralela: Apresentação oral dos trabalhos de pós-graduação selecionados pelo Comitê Avaliador |
| 16h00 – 17h00 | Coffee break e sessão de pôsteres |
| 17h00 – 17h30 | Prêmio Professor Arikerne Sucupira de melhor trabalho apresentado por aluno de pós-graduação no V Encontro da Escola Brasileira de Química Verde |
| 17h30 – 18h00 | Encerramento |
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