As chamadas ‘doações’ de empresas, também conhecidas como ‘corrupção legalizada’, tem sido combatida por parte da sociedade brasileira, inclusive entidades como CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) e OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), que alegam ser inconstitucional. As maiores empresas doadoras de campanha têm contratos com governos em todos os níveis da federação. É por isso que deputados federais, contrários ao financiamento empresarial, afirmam que empresas não doam, mas investem.
Para Tourinho, nem todas as doações para partidos políticos e para campanhas eleitorais escondam práticas ilícitas, mas é importante propor e instituir medidas protetivas. “É por issso que há a necessidade de reforçar e de avançar no aprimoramento de medidas legais que protejam efetivamente o interesse da coletividade e que combatam atos de corrupção. A proibição elimina a expectativa escusa de que uma doação seja feita visando ‘cobrar e receber’ dos mandatários eleitos favorecimentos futuros em eventuais processos de contratação com o Poder Público”, afirmou.
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