Jus a Santos Dumont: Brasil tem 20 empresas de aviões de pequeno porte

O Brasil está fazendo uma certa justiça a Alberto Santos Dumont, inventor do avião e patrono da aviação brasileira. Atualmente existem no país cerca de 20 empresas que fabricam aviões de pequeno porte e experimentais.

A metade dessas fábricas fica no interior de São Paulo e a outra nos estados de Goiás, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Santa Catarina, Paraná e Bahia. O Brasil é considerado o segundo maior mercado de aviões experimentais, só atrás dos Estados Unidos. Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), existiam no país 4.958 aeronaves desse tipo em 2013. Esses aviões são usados para lazer ou transporte pessoal, mas não podem ser empregados em atividade comercial.

Apesar de serem aviões de pequeno porte e de ter capacidade limitada a dois ou quatro ocupantes, os experimentais são veículos tecnologicamente avançados. Algumas empresas, já buscam a homologação na agência norte-americana de aviação civil e poderão exportar para o mundo todo. É o caso da Novaer, que planeja fabricar avião homologado para disputar mercado com grandes indústrias internacionais como as norte-americanas Cessna, Piper e Cirrus. A homologação vai permitir que o avião seja usado como táxi aéreo e para transporte de cargas e treinamento de pilotos civis e militares – o que não é permitido às aeronaves experimentais.

Outra é a Scoda, de Ipeúna (SP), que tem o Super Petrel LS, capaz de fazer pouso em água ou terra.  A Inpaer, com fábrica inaugurada em São João da Boa Vista (SP), em 2012, e que vende o New Conquest, está em processo de certificação pela LSA (light sport aircraft).

Em maio último, a empresa ACS-Aviation fez o primeiro voo do avião movido a eletricidade do Brasil, o Sora-e, fabricado em parceria com a Usina Itaipu Binacional. O sócio-diretor da ACS-Aviation é Alexandre Zaramella, formado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), um dos principais centros de formação de engenheiros aeronáuticos.

Para James Waterhouse, professor da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP), que fica em São Carlos, fazer um avião que voe é fácil. “Mas fazer um que siga as normas aeronáuticas e possa ser homologado é 100 vezes mais difícil,” afirmou à Revista Fapesp.  (Mais Informações na RF)

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