De um ponto de vista superficial, a trama de Persona é constituída como uma variação do jogo de poder presente na peça A Mais Forte, de August Strindberg. A princípio, a mais forte das duas mulheres no filme parece ser Alma (Bibi Andersson), a enfermeira psiquiátrica, por parecer segura de si e falar sozinha – mantendo, assim, o controle sobre sua contraparte silenciosa. Mas, ao lidar com a enigmática paciente, Elisabet Vogler (Liv Ullmann), uma famosa atriz, no isolamento de uma casa de veraneio em uma ilha afastada, a visão de mundo aparentemente estável e sensata de Alma começa a se abalar. As conversas terapêuticas se transformam em confissões de seus próprios segredos ocultos e desejos. Gradualmente, ela se despe de sua própria persona, a máscara de mentiras e enganos que constituem sua identidade e dão significado à sua vida. (Suécia, 1966. Preto e Branco, 85 min).
Considerado por alguns críticos como o maior cineasta da história, Ingmar Bergman (1918-2007) exorcizou sua infância traumática por meio de obras-primas do cinema que exploraram a ansiedade sexual, a solidão e a busca por um sentido na vida. Numa carreira que cobriu meio século e durante a qual ele criou mais de 50 filmes e 125 produções teatrais, Bergman tornou-se a mais aclamada personalidade cultural da Escandinávia. Filmes como “Morangos Silvestres”, “Persona”, “Gritos e Sussurros”, “Cenas de um Casamento” “Fanny e Alexandre” o elevaram à condição de um dos maiores mestres do cinema, mas conferiram à Suécia, seu país, a fama de melancólica. O reconhecimento internacional pleno chegou para ele com “O Sétimo Selo”, de 1956, ambientado na Idade Média em tempo de peste negra e mostrando um cruzado à procura de Deus e do sentido da vida que joga xadrez com a morte. O filme recebeu o prêmio do júri do Festival de Cannes em 1957. Nos dez anos seguintes Bergman criou “Morangos Silvestres”, “O Silêncio” — que incluiu uma cena sexual forte que provocou um choque com a censura sueca, “A Fonte da Donzela” e “Através de um Espelho.” Os dois últimos receberam o Oscar de melhor filme em língua estrangeira. Sua última produção cinematográfica foi “Saraband”, um drama familiar feito para a televisão em 2003, altamente elogiado.
Na sexta-feira, 7 de agosto, às 19h, o público poderá assistir ao filme “Os bons companheiros”, de Martin Scorsese, como parte da programação do ciclo “Máfia no cinema”, que tem curadoria de Gustavo Sousa. O filme conta a trajetória do mafioso Henry Hill (Ray Liotta). Ainda garoto, ele une-se à máfia e passa a crescer na organização. Trabalha para o chefão do bairro e se torna amigo dos “bons companheiros” Jimmy (Robert De Niro) e Tommy (Joe Pesci), que lhe apresentam ao mundo dos mafiosos. (EUA, 1990. Colorido, 146 min).
Todas as exibições são gratuitas e seguidas de debate. Mais informações AQUI. (Carta Campinas com informações de divulgação)
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