O contrato inicial previa um custo de R$ 172 milhões. O governo repassou R$ 201 milhões e recebeu a obra inacabada.
O pagamento ocorreu logo após o governador ameaçar romper o contrato com o consórcio por causa de atrasos nas obras das estações Higienópolis-Mackenzie e Oscar Freire, além do pátio na Vila Sônia.
“Este é o segundo acréscimo de valor ao contrato assinado em 2012, que saltou de R$ 172,9 milhões para R$ 212,3 milhões. Em março de 2014, Alckmin já havia pago mais R$ 18,9 milhões ao consórcio”, informou o Sindicato.
Após repassar a bolada de loteria, o governador rescindiu, em 30/7 (hoje), os contratos que tinha com o consórcio Isolux Córsan-Corviam para a construção das estações restantes da Linha 4-Amarela do metrô.
Para a Secretaria Estadual de Transportes, o rompimento do contrato se deve à falta de cumprimento dos prazos estabelecidos, abandono da obra, ausência de pagamento das subcontratadas e violações de cláusulas contratuais.
“O que chama a atenção é que, em 11/6, o governo Alckmin tenha pagado R$ 20,4 milhões a esse consórcio para a conclusão de duas das quatro estações que ainda faltam na Linha 4. Mais estranho ainda é que antes de ceder mais R$ 20,4 milhões o governador já havia declarado que iria romper o contrato”, anotou o sindicato. (Carta Campinas – veja link com matérias 01 e 02)
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