Jonas deve aprovar Plano Municipal de Educação alterado com ‘rolo compressor’

Os vereadores da base governista do prefeito Jonas Donizette (PSB) adotaram novamente o ‘rolo compressor’ para aprovar medidas na Câmara e evitar o debate sobre o Plano Municipal de Educação (PME).  A estratégia já foi usada na aprovação das Organizações Sociais (OS).

Projeto de Lei do Executivo número 173/2015, que determina o Plano Municipal de Educação, será votado nesta terça (16) em duas sessões extraordinárias em sequência, que serão iniciadas às 9h30 da manhã.

A realização das sessões foi determinada por meio de requerimento do líder de governo no Legislativo, André Von Zuben (PPS), com assinatura de outros 22 parlamentares. O objetivo é colocar em votação e aprovar o Plano Municipal de Educação praticamente sem disussão após a mudança feita pelo governo municipal. “Trata-se de um tema que já foi amplamente discutido pela sociedade”, afirmou Von Zuben.

O projeto foi enviado na semana passada o PME e retirou do texto aprovado na Conferência Municipal de Educação os termos gênero e orientação sexual e outras alterações como a isenção do compromisso do poder público de gerir diretamente a educação municipal. Por exemplo, em vez de “escolas públicas”, o texto fala em “escolas autorizadas pelo poder público”.

O documento também retira a participação da comunidade escolar da participação e fiscalização de compras de materiais para a própria escola. Junto com este documento, o prefeito também enviou cinco páginas de justificativas da retirada deste e de outros pontos fundamentais aprovados pelos delegados da Conferência.

“Jonas, ao invés de aproveitar a oportunidade de debater com a cidade um assunto de tamanha importância, preferiu, mais uma vez, fazer tudo com absoluta ausência de transparência”, anotou o vereador Pedro Tourinho (PT), em sua página.

Entre os pontos enviados por Jonas, ele destaca que o PME original, aprovado pelos 352 delegados (compostos por pais, alunos, professores e gestores) levariam à desassistência de aproximadamente 13 mil crianças. Essa justificativa era o pedido para que a administração das unidades de ensino fosse, gradualmente, retornando ao poder público, e extinguindo as terceirizações que hoje ocorrem.

O governo também retirou do texto propostas voltadas à ampliação da gestão democrática da rede pública de educação. O governo afirma “já ser democrática a gestão central”. (Com informações de divulgação)

Recent Posts

Documentário Brincar É Patrimônio reflete sobre brincadeiras de rua

(imagem reprodução) Exibição acontece no dia 9 de junho e destaca as brincadeiras tradicionais como…

12 hours ago

Sion & Itamar Duo faz releitura instrumental da música brasileira e do jazz

Sion e Itamar Duo (imagem reprodução vídeo) O projeto Música ADu promove, na quinta-feira, 11…

12 hours ago

Ex-deputado que ameaçou Lula e Dilma e atirou em policial recebe multa de 452 mil

O ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), que entrou de cabeça na extrema direita bolsonarista, deve ser…

18 hours ago

Entidades defendem que pessoas também são patrimônio público

(imagem reprodução mundano grafite) As entidades de professores, servidores e estudantes de São Paulo defendem…

1 day ago

Religiosos deixarão de pagar imposto suficiente para financiar todas as universidades públicas do Brasil

(imagem chalogarcia pxl) Depois dos privilégios arraigados de deputados, juízes e militares, agora o brasileiro…

1 day ago

Fios de Choro explora a diversidade musical brasileira em encontro entre o erudito e o popular

(foto divulgação) O grupo Fios de Choro faz um passeio sonoro pela diversidade da música…

2 days ago