Com um ano e meio de atraso e R$ 800 mil mais caro, Campinas inaugura crematório

Orçado inicialmente em R$ 2 milhões e previsto para ficar pronto em 2013, o crematório público de Campinas é finalmente inaugurado ao custo de R$ 2,8 milhões. Instalado em uma área de 600 metros quadrados, no Parque Nossa Senhora da Conceição (Cemitério dos Amarais), a unidade é o segundo crematório do estado de São Paulo.

O crematório conta com um forno e três câmaras frias. No espaço há também uma capela ecumênica, uma sala de velório, uma área para café e uma sala de estar. De acordo com a prefeitura, a capacidade instalada vai permitir a cremação de até 12 corpos por dia. A cremação de um corpo, dependendo da estatura, leva em média uma hora.

Segundo o presidente da Setec – Serviços Técnicos Gerais, Sebastião Sérgio Buani dos Santos, num primeiro momento, a expectativa é atender a uma demanda mensal de 12 cremações. “No nosso levantamento, temos entre 12 e 15 corpos que são encaminhados para a Capital. Esse espaço deve receber a demanda de toda a região”, disse o presidente da autarquia. Segundo a Setec, o valor da cremação gira em torno de R$ 1,3 mil.

Como funciona
No crematório, os corpos são submetidos a temperaturas de até 1.000°C. Os gases do processo descem até uma câmara secundária, por meio de uma passagem que os força para baixo. Dessa forma, não há risco de contaminação do solo e, por isso, o sistema é considerado uma opção ambiental melhor que o cemitério.
Antes de ser incinerado, a legislação determina que o corpo permaneça 48 horas dentro de câmaras frias. Depois disso é levado ao forno e, em 90 minutos, se torna cinza.
Do ponto de vista ambiental, a incineração é considerada menos impactante que o enterramento dos corpos, especialmente porque não tem o necrochorume como resíduo – um líquido composto por água, sais minerais e substâncias orgânicas, responsável pela contaminação do solo e aquíferos subterrâneos.

O cadáver fica infestado de bactérias, vírus e micro-organismos patogênicos com capacidade de infiltração no solo com ajuda da chuva, argumenta o servidor de carreira Erivelto Luis Chacon, Gerente do Serviço Funerário Municipal e responsável pelo crematório. (Com informações de divulgação)

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