Por Gabriele Martins/ Crônica
O mundo é uma ilusão, no qual esse capitalismo faz perder a razão. Somos seres racionais, mas estamos incapacitados de pensar quanto se trata de coisas materiais, muitas vezes deixamos de adquirir o essencial para comprar algo supérfluo, que irá nos embelezar ou nosso status elevar. Abrimos mão do conforto para agarrarmos com unhas e dentes a última moda, na esperança de sermos aceitos pela sociedade elitizada, a qual não faz nada pela classe que trabalha. Criamos a ilusão de que se obtermos as mesmas coisas que as outras pessoas, poderemos ser felizes como elas, que enfim seremos como elas.
No entanto nada é perfeito, ainda mais neste mundo onde tudo o que conta é o dinheiro, o trabalho está cada vez mais desvalorizado, percebe-se isso pelo salário, o qual o aumento é de apenas 6%, enquanto a inflação dos alimentos chega a 18%. O fato é que sempre nos encontramos cheios de conta para pagar, mesmo assim continuamos a comprar, acreditando que um pedaço de plástico irá nos salvar, o cartão de crédito.
Lamento lhe dizer que não importa quantas vezes você divida sua conta, e no final consiga adquirir o produto que tanto queria, assim como saldar as contas de energia, água e telefone, tudo isso triplicando- não se sabe como- seu salário, não há conta corrente que faça mágica e triplique o pagamento, logo de qualquer jeito você ficará devendo para o banco. Pois a agência além de lhe emprestar dinheiro, também aumenta seu limite, o que lhe proporciona a ilusão de poder gastar o quanto quiser e pagar depois, contudo, o que esquecemos é que esse depois vem com um preço, um juros é cobrado diariamente até haver um depósito para saldar a conta.
A cada dia que passa ignoramos mais a realidade, na busca por uma ilusão que satisfaça nossas necessidades, esquecendo que estas vontades são momentâneas, mesmo que nos proporcione uma felicidade instantânea, a qual virá no final em uma carta de cobrança. Esse mundo consumista só está assim, exacerbado e descontrolado, pois nos permitimos ser ludibriados, fingimos que estamos no controle, de modo que cada escolha feita pareça ser nossa opção, quando na verdade o mundo já foi moldado e os pensamentos próprios estão cada vez mais escassos. (Gabriele Martins)
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