Lavagem da Catedral e Instituto Babá Toloji podem virar Patrimônios Imateriais de Campinas

A cerimônia de Lavagem da Escadaria da Catedral Metropolitana de Campinas e o Instituto Cultural Babá Toloji poderão ser declarados Patrimônios Imateriais de Campinas. A solicitação foi feita pelo vereador Carlão do PT com objetivo é promover a preservação da cultura popular afro-brasileira, conforme previsto nas Constituições Federal e Estadual e na Lei Orgânica do Município.

Lavagem da escadaria da Catedral de Campinas

Para isso, o prefeito Jonas Donizette (PSB) deve encaminhar a solicitação ao Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo) para o registro da Lavagem da Escadaria no Livro das Celebrações e do Instituto Babá Toloji no Livro dos Saberes, ambos como Patrimônio Imaterial do Município de Campinas, conforme regulamentado no plano de salvaguarda pela lei municipal 14.701/ 2013 (que instituiu o Programa Municipal de Patrimônio Imaterial).

A lavagem da escadaria da Catedral Metropolitana de Campinas Nossa Senhora da Imaculada Conceição ocorre há 29 anos, no Sábado de Aleluia, com a participação das fundadoras M’ametu Dango e M’ametu Corajacy, seus filhos e netos de santo. “Esta cerimônia tem interseções importantíssimas com as raízes históricas, sociais, filosóficas, políticas e culturais do povo brasileiro, constituindo-se por si só em um sistema cultural próprio”, justifica o vereador.

O Instituto Cultural Babá Toloji- Memória e Identidade Afro, com sede no Jardim São Vicente, é considerado o maior acervo do Brasil, com mais de 12 mil peças da Nigéria, Guiné-Bissau, Congo e Angola. Entre estes objetos estão colares, esculturas, máscaras de rituais de danças e de iniciação, totens, instrumentos musicais, conchas, vassouras, tecidos, recipientes e esculturas em madeira que representam os deuses africanos e suas manifestações.

Tudo começou no final dos anos de 70, quando Luiz Antônio Castro de Jesus, mais conhecido como Toloji, criou a primeira casa de candomblé de Campinas e passou a procurar peças com motivos africanos para enfeitar as paredes. (Carta Campinas com informações de divulgação)

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