O governo constitucional de João Goulart foi derrubado, com a desculpa de que o então presidente iria implantar o comunismo no Brasil, e um governo autoritário com o comando dos militares foi instalado por 21 anos. Diversas medidas autoritárias foram sendo tomadas pelos militares que mascaravam a censura, tortura e perseguição política de diversos grupos com um artificial “milagre econômico” e com a ajuda da imprensa, também vítima de censura, mesmo tendo apoiado o Golpe.
Os números da violência dos anos de chumbo impressionam e a cada dia, com a Comissão da Verdade, nacional e também as estaduais, novos fatos se tornam conhecidos da maioria da população, mostrando a extrema violência daqueles anos. Mais dez mil brasileiros foram exilados, mais de 400 militantes foram assassinados e o corpo de cerca de 150 deles se encontra desaparecido até hoje. Ao todos 200 mil pessoas foram detidas, outras 11 mil acusadas e 5 mil condenadas nos inquéritos militares.
Quase 30 anos depois do fim da ditadura e passados 50 anos do Golpe, só agora damos os primeiros passos na direção da justiça à memória de tantos mortos e covardemente torturados com as comissões da verdade e com atos como esse de Campinas, que se espalham pelo Brasil, onde podemos nos indignar e lutar por um “nunca mais”. (Carta Campinas com informações de divulgação)
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