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GM é usada em greve de empresa privada e vereador quer investigação

O Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região denunciou ao vereador Carlão do PT que a Guarda Municipal (GM) estava intervindo na greve da empresa Valeo (Rodovia Santos Dumont), ao constranger e tentar impedir a mobilização do movimento grevista em frente à fábrica.

Desde sexta-feira, dia 31, dois terços dos cerca de 1200 trabalhadores da empresa de autopeças Valeo estão de braços cruzados com a produção parada porque receberam o pagamento da segunda parcela da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) de forma diferenciada e com valores inferiores aos demais trabalhadores.

Para tentar enfraquecer a organização dos trabalhadores, o sindicato informou que a empresa afastou os cipeiros da fábrica dos demais trabalhadores, colocando-os em licença remunerada.
Houve uma reunião entre Sindicato e empresa ontem, dia 3, mas terminou sem acordo, segundo informações do sindicato.

O vereador Carlão afirmou que obteve a confirmação do comandante da GM (Rizzo), que justificou manter a viatura e guardas no local para evitar possível invasão da empresa pelos grevistas.

O vereador afirmou que a intervenção da Guarda na greve é irregular. “Além de ameaçar o direito de greve dos trabalhadores, não é função da GM “proteger” empresas privadas, mas somente as públicas. Segundo o comandante da GM, eles estavam no local a pedido da empresa, primeiro para evitar a entrada de gado que pasta nas proximidades, depois para substituir a PM, que não poderia estar no local na tarde desta terça(4)”, afirmou em nota. O site da empresa no Brasil está em manutenção.

O vereador adiantou que vai cobrar explicações ao secretário de Segurança da cidade, Luiz Augusto Baggio, e do prefeito, Jonas Donizette (PSB). Além disso, pretende denunciar o desvio de função dos guardas municipais ao Ministério Público. “Pelo jeito, isso deve ser um procedimento comum na Guarda. Enquanto eles vigiam empresas privadas, com certeza muitos prédios e praças públicas da cidade ficam desprotegidos”, disse Carlão. (Carta Campinas)

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