Ganhadora do Prêmio Interfilm 1974 no 24º Festival de Berlim e indicada ao Urso de Ouro, esta adaptação do romance de Theodor Fontane foi o maior êxito de público de Fassbinder na Alemanha e tem um longo subtítulo: “Ou os muitos que fazem uma ideia das suas possibilidades e necessidades, porém, aceitam através das suas ações a ordem dominante, ajudando, dessa forma, a sustentá-la e a fortalecê-la”. Pelo fato de Fassbinder ter trabalhado na adaptação do romance de modo ininterrupto entre 1969 e 1974, alguns críticos são da opinião que Effi Briest influenciou todos os filmes que Fassbinder realizara até então e todos os que faria depois. Trata-se de um dos seus filmes mais complexos, do ponto de vista formal, com um trabalho peculiar sobre a língua alemã.
O livro no qual se baseia o filme é considerado o melhor romance de Theodor Fontane. Effi Briest exemplifica o romance realista, combinando caracterizações vívidas e comoventes com um retrato crítico da dinâmica social. Sem falsos moralismos, a obra – parcialmente baseada numa história real – dirige suas simpatias ao sofrimento de Effi, casada cedo demais com um homem já bem velho. Numa história de amor adultério normalmente convencional, Fontane constrói uma bonita e alusiva tragicomédia pessoal e social. Digno de comparação com Eugénie Grandet, Emma Bovary ou Anna Karenina, o personagem Effi serve de veículo para a exploração da estrutura histórica e social da sociedade.
A exibição é gratuita. (Carta Campinas com informações de divulgação)
Local:
Museu da Imagem e do Som de Campinas
Palácio dos Azulejos
rua Regente Feijó, 859
Centro
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