Acusados do assassinato de Denis Papa Casagrande podem ficar livres em um mês

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Acusados de matar o estudante da Unicamp, Denis Papa Casagrande, Maria Tereza Peregrino e Anderson Mamede continuam presos até 15 de janeiro por determinação do juiz José Henrique Rodrigues Torres, da 1ª Vara do Júri.
A decisão foi tomada na última segunda-feira (16/12), durante a primeira audiência de instrução relativa ao assassinato do estudante Denis Papa Casagrande, que morreu durante uma festa na Unicamp.

Ao todo, 13 pessoas foram ouvidas na audiência. Os depoimentos são característicos nesse tipo de audiência, que serve para recolher provas que vão orientar a decisão do juiz quanto à submissão dos réus a júri popular. A decisão, entretanto, deve ser tomada no dia 15 de janeiro, quando os acusados Maria Tereza Peregrino e Anderson Mamede serão ouvidos, além de mais três testemunhas da defesa.

O promotor de justiça Fernando Vianna Neto, declarou que, para a acusação, essa fase do processo foi positiva. “As provas deixam absolutamente claro que eles praticaram um covarde crime triplamente qualificado”, disse.

Brutalidade

Denis Papa Casagrande, estudante de mecatrônica, faleceu depois de levar uma facada, durante uma festa na Unicamp, no dia 21 de setembro. Segundo relatos das testemunhas, a violência começou porque Denis foi confundido com outros rapazes que mexeram com Maria Tereza. Testemunhas também afirmaram que o jovem teria apanhado antes de ser atingido pela faca e também depois do golpe, já morto.

Entre as pessoas ouvidas pelo juiz, as que estavam na festa do dia 21/09 destacam a brutalidade empregada contra Denis. Segundo uma das testemunhas, Anderson agia como se estivesse orgulhoso de ter espancado o estudante. “Ele [Anderson] disse que ‘Jack [gíria de sentido pejorativo] tem que morrer’.”, afirmou.

Outros dois depoentes, um membro e o outro ex-integrante do grupo punk ao qual o casal de réus pertence, afirmaram, ainda, que Maria Tereza assumiu o crime quando ainda estava na Universidade. “Meti a faca nele”, foram as palavras que, segundo as testemunhas, Maria teria dito num ponto de ônibus da Unicamp.

Histórico

Segundo relatou uma das testemunhas da defesa, que conhecia a vitima, Denis Papa Casagrande tinha consumido bebida alcoólica durante a noite do crime e estava alterado, mas não era de seu perfil ficar altamente embriagado ou usar drogas.

Por outro lado, uma vítima agredida por Maria Tereza Peregrino durante um encontro do Movimento Punk, afirmou que, durante as reuniões do grupo eram consumidas drogas como cocaína e maconha, além de bebidas alcoólicas. A vítima, que teve o tímpano estourado por causa dos tapas levados por Maria, também testemunhou a favor da acusação e afirmou que, na ocasião da briga, a agressora não poupou ameaças. “Depois ela [Maria Tereza] me disse ‘eu só não te matei por preguiça de pegar a faca’”, relatou. (Letícia Boaretto – Rede Carta Campinas)

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