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Apesar de todas as revelações da relação do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com Daniel Vorcaro, ninguém no Brasil sabia que ele era investigado, a não ser André Mendonça, ministro do STF, e o círculo de investigadores escolhidos a dedo por ele.
Desde as revelações dos áudio com Vorcaro, há três meses, André Mendonça não pediu buscas e apreensões relacionadas a Flávio Bolsonaro. Não fez até agora nenhuma operação da Polícia Federal contra Flávio Bolsonaro. Flávio é um investigado premium.
O Brasil só descobriu que o inquérito contra Flávio foi aberto para apurar a possível prática de crimes relacionados ao financiamento da produção do filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, agora com a crise do STF.
O procedimento foi autorizado em julho pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido da PF. Mas desde maio, um mês antes, já havia o vazamento das conversas de Flávio Bolsonaro com Vorcaro.
Não só isso. O mais absurdo dessa história é que Mendonça só inclui Flávio como investigado no mês seguinte ao vazamento. Mas veja que esse áudio já estava em poder da Polícia Federal e nada foi feito contra Flávio Bolsonaro.
O áudio e as mensagens de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro, divulgados pelo The Intercept Brasil, fazem parte dos arquivos apreendidos nos telefones de Vorcaro e integram os materiais sob análise da investigação da Polícia Federal (PF). As apreensões ocorreram em final de 2025. Ou seja, tudo indica que Mendonça já sabia há muito tempo e não fez qualquer procedimento de investigação como busca e apreensão contra Flávio Bolsonaro.
Como é um investigado que não recebe diligências da Polícia Federal, a informação de que Flávio Bolsonaro consta na lista de investigados veio à tona só nesta sexta-feira (11), após o relator do caso levantar o sigilo a pedido do presidente da Corte, Edson Fachin.
Segundo a decisão, a PF investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros possíveis crimes que teriam sido praticados por Flávio Bolsonaro no contexto do financiamento do filme junto a Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. (Com informações do G1)
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