Categories: Economia Política

Senador Ciro Nogueira, presidente do PP, é alvo da Polícia Federal no escândalo do Banco Master

(Foto: Carlos Moura/Agência Senado | Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (7), a 5ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema de corrupção, de lavagem de dinheiro, de organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional envolvendo o Banco Master.

Entre os alvos de mandados de busca e apreensão está o senador e presidente nacional do Progressistas (PP), Ciro Nogueira, apoiador e aliado de Jair Bolsonaro (PL).

O escândalo do Banco Master começou com o governo Bolsonaro, em 2019. O Banco Central já havia recusado a criação do Banco Master e tinha todas as informações sobre as irregularidades do Banco Máxima de Daniel Vorcaro. Mesmo assim, houve uma mudança radical de posicionamento durante a transição no comando do banco para Roberto Campos Neto, empossado por Jair Bolsonaro.

Sob a gestão de Roberto Campos Neto, o novo diretor João Manoel Pinho de Mello deu o “sinal verde” para a operação. Ao contrário do voto anterior, Pinho de Mello aceitou previsões de fluxo de caixa das empresas de Vorcaro e laudos de valor de mercado de seus investimentos. E 4 diretores do BC mudaram o voto. São eles: Maurício Moura (Relação Institucional e Cidadania), Carolina de Assis Barros
(Administração), Paulo Sérgio Neves de Souza (Fiscalização) e Otávio Ribeiro Damaso
(Regulação).

O diretor argumentou que os resultados das empresas de Vorcaro em 2018 eram compatíveis com as projeções, o que demonstraria capacidade econômico-financeira suficiente para assumir o controle. E aconteceu o escândalo.

Ao todo, nesta quinta-feira, 7 de maio, os agentes cumprem dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados do Piauí, de São Paulo, de Minas Gerais e no Distrito Federal.

Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados para garantir o ressarcimento aos cofres públicos em caso de condenação. Conforme comunicado da Polícia Federal, a decisão judicial autorizou, ainda, o bloqueio de bens, de direitos e de valores no valor de R$ 18,85 milhões.

As investigações envolvem a atuação do BRB na tentativa de compra do Banco Master e na aquisição de carteiras de crédito da instituição. O Banco Central (Bacen) vetou a operação ao apontar riscos ao banco público e falta de viabilidade econômica.

O caso Master, que já teve quatro fases anteriores, investiga se a instituição financeira cresceu de forma acelerada no mercado brasileiro por meio de manipulação de balanços e cooptação de figuras influentes no cenário político nacional.

O Brasil de Fato entrou em contato com a assessoria do senador Ciro Nogueira, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem. (Com informações do BdF)

Carta Campinas

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