Neste domingo – 1º de março – a Real Casa de Babilônia enaltece a cultura ballroom e as tradições afrodiaspóricas com a realização do Festival Circuito das Águas. O evento, iniciado no sábado, tem entrada gratuita nos dois dias e acontece no CEU Thaís Fernanda Ribeiro, localizado no Loteamento Vila Esperança em Campinas/SP.
Durante a programação, que também celebra cinco anos de existência da Casa de Babilônia, o público presente poderá conferir um evento multicultural que contará com ações formativas; oficinas que exploram elementos da cultura ballroom e manifestações afrodiaspóricas; ciclos de debates; apresentações musicais e performance, além de exposições de artes visuais/fotografia e uma ballroom com diversas categorias relacionadas ao tema.
Para guiar a programação, a equipe organizadora do evento elegeu o tema central “Circuito das Águas”, que traz foco à figura mítica e maternal da orixá Iemanjá – cultuada principalmente nas religiões de matriz africana como o Candomblé e a Umbanda, mas que tem espaço e notoriedade em práticas culturais brasileiras por ser considerada a grande mãe das águas e de todos os seres.
“O Festival nasceu da necessidade de evidenciar e fortalecer as conexões entre a cultura ballroom e as tradições afrodiaspóricas, especialmente aquelas relacionadas às religiões de matriz africana no Brasil”, explica a organização do evento. “Nossa proposta é oferecer um espaço de celebração e conexão entre estas culturas, proporcionando ao público a oportunidade de se conectar com estes temas de forma sensível e artística”.
Projeto realizado com o patrocínio da Prefeitura Municipal de Campinas, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e do Fundo de Investimentos Culturais de Campinas – FICC 2024.
Diversidade cultural
A busca por pertencimento, dignidade e uma vivência cada vez mais plural e diversa fez com que os membros da Real Casa de Babilônia tomassem a iniciativa de organizar um evento que desse voz a temas tão urgentes na sociedade. Para isso, o público presente poderá conferir debates e oficinas que evidenciam a importância na relação entre diversidade de gênero, sincretismo religioso e as comunidades de axé, além de celebrar a cultura destes povos dando a oportunidade de se apresentarem ao longo da programação.
Símbolo das águas, do acolhimento e do cuidado feminino, Iemanjá é a essência que permeia o evento, reafirmando o sincretismo como um ponto de encontro entre diferentes expressões culturais. Desta forma, estas manifestações transcendem o campo religioso, reafirmando um patrimônio cultural imaterial que conecta tradição e contemporaneidade, garantindo a continuidade dessas práticas no fortalecimento da diversidade cultural.
Já a cultura ballroom, um dos pilares do festival, é um fenômeno social que reflete coletivamente as vivências de pessoas periféricas, negras e transexuais, muitas vezes invisibilizadas, na busca por direitos, reconhecimento e resistência cultural e política. Essas manifestações tomam forma em protestos, festas, danças e outras expressões artísticas, amplificando as vozes de grupos historicamente marginalizados.
Ao longo dos dois dias de programação, o público terá então a oportunidade de se conectar às práticas artísticas de matrizes afrodiaspóricas e da cultura ballroom, em um projeto que reforça a inclusão e o respeito à diversidade de gênero, diversidade religiosa, de raça e orientação sexual. “Queremos que este evento seja visto como uma grande plataforma de valorização e continuidade dessas expressões culturais”, afirma a organização.
Confira a programação completa
Local: CEU Thaís Fernanda Ribeiro (Rua Demerval da S. Pereira, s/nº – Lot. Vila Esperança, Campinas/SP)
Quanto: Grátis
Classificação etária: Livre
28/02 | Sábado
14h | Abertura do Espaço
18h30 | Oficina de Old Way com Fênix Negra de Mandacaru
01/03 | Domingo
14h | Roda de conversa: “Sincretismo Religioso e Identidade de Gênero” | Participantes: Fah Moraes, Dil Vaskes, Katryna Vaskes e Suzy Santos. Mediação: Lewa Babilônia
20h30 às 21h30
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