Bloqueios dos EUA e Europa mataram 8 pessoas para cada uma morta em guerra durante 50 anos

(foto de vídeo – reprodução)

Uma pesquisa sobre as sanções econômicas impostas por EUA e Europa contra diversos países nos últimos 50 anos mostra que essas sanções foram responsáveis pela morte de 38 milhões de pessoas, a quantidade é praticamente 8 vezes maior do que o número de mortes no mesmo período provocadas pelas guerras, que causam mais visibilidade mundial.

O estudo foi delimitado entre os anos de 1971 a 2021. É possível que o genocídio promovido recentemente por Israel na Palestina tenha alterado esses dados. Mesmo durante o genocídio, o bloqueio econômico dos EUA e Israel provocavam mortes além dos bombardeios.

Atualmente, a população de Cuba enfrenta um violento bloqueio econômico e militar feito pelos EUA, que já mantinha um bloqueio econômico por mais de 60 anos. Durante a pandemia, os EUA impediram que os cubanos recebessem oxigênio e medicamentos.

Esse estudo é o ‘Effects of international sanctions on age-specific mortality: a cross-national panel data analysis’, publicado pela revista científica Lancet. Ele constatou que EUA e Europa mataram 38 milhões de pessoas com sanções a diversos países entre 1971 e 2021. Na América Latina, alguns dos mais afetados foram Chile, Cuba e Venezuela. O estudo foi realizado pelos pesquisadores Francisco RodriguezSilvio Rendón e Mark Weisbrot.

No caso das guerras, a estimativa é de cerca de 100 mil mortes por ano. Um artigo dos pesquisadores Jason HickelDylan Sullivan Omer Tayyab, publicado pela rede de televisão Aljazeera, ressalta que mais da metade das vítimas das sanções são crianças e idosos, os grupos mais vulneráveis ​​à desnutrição. O estudo constata que, desde 2012, as sanções causaram a morte de mais de um milhão de crianças.

E continuam: “A fome e a privação não são um subproduto acidental das sanções ocidentais; são um objetivo fundamental. Isso fica claro em um memorando do Departamento de Estado, datado de abril de 1960, que explica o propósito das sanções americanas contra Cuba. O memorando observava que Fidel Castro – e a revolução em geral – gozavam de ampla popularidade em Cuba. Argumentava que “todos os meios possíveis deveriam ser prontamente empregados para enfraquecer a vida econômica de Cuba”, “negando dinheiro e suprimentos a Cuba, diminuindo os salários reais e monetários, provocando fome, desespero e a derrubada do governo”.(link)


Discover more from Carta Campinas

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Comente