Categories: Economia Política

Vídeo catastrófico de escola cívico-militar expõe a destruição do ensino público por Tarcísio

(imagem reprodução)

Um vídeo catastrófico de uma escola cívico-militar (veja ao final do texto) mostra militares com dificuldade educacional em sala de aula “ensinando” adolescentes. Um dos militares escreve três palavras na lousa, sendo duas com erros básicos de grafia.

O vídeo é uma prova para o cancelamento imediato das escolas cívico-militar por promover a destruição do ensino público e motivo para o pedido de impeachment do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). E por isso atacam um dos maiores pedagogos da história do Brasil, Paulo Freire, que questionava o autoritarismo e a pedagogia da domesticação pelas elites.

As escolas cívico-militares são uma tentativa de domesticação da população mais pobre da periferia para aceitarem os privilégios da elite. Além de ser um cabide de emprego sem precedentes na educação brasileira.

Durante a explicação de ordem unida — conjunto de movimentos padronizados usados na Polícia Militar — palavras foram escritas de forma incorreta no quadro. Entre elas, “descançar”, grafada com “ç”, e “continêcia”, com ausência da letra “n” antes do “c”.

As grafias corretas são “descansar”, com “s” na última sílaba, e “continência”. As imagens que flagraram os erros foram registradas pela equipe da TV Vanguarda durante a atividade em sala de aula.

O vídeo foi gravado em Caçapava, interior de São Paulo, no primeiro dia do ano letivo de 2026. Ao todo, Tarcísio implantou 100 escolas cívico-militares no estado. Em Campinas, duas unidades já iniciam as atividades neste formato: E.E. Reverendo Eliseu Narciso (Região do DIC III) e E.E. Professor Messias Gonçalves Teixeira (Jardim Nova Aparecida)

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) divulgou em nota que a entidade “repudia a implantação de escolas cívico-militares em São Paulo” e classificou o modelo como “inconstitucional e autoritário”. O sindicato também criticou o uso de recursos da Educação e a contratação de militares aposentados, além de afirmar que a medida foi adotada sem consulta à comunidade escolar. (Com informações do 247)

Carta Campinas

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