Vereadora questiona má qualidade de kits escolares distribuídos pela Prefeitura nas escolas de Campinas

(foto reprodução instagram)

A qualidade e a composição do kit escolar distribuído pela Prefeitura nas escolas neste início do ano letivo na rede municipal de Campinas estão sendo questionadas pela vereadora Guida Calixto (PT). A parlamentar afirma que o gabinete tem recebido, desde a primeira semana de aula, denúncias vindas da comunidade escolar — incluindo professores, gestores e pais — relatando problemas recorrentes no material entregue aos alunos.

Segundo Guida, as reclamações se confirmaram após visitas realizadas nesta segunda-feira (9) a escolas de Ensino Fundamental e Educação Infantil da região Sul da cidade. Nas unidades, ela constatou redução tanto na quantidade quanto na qualidade dos itens que compõem o kit escolar. Entre as falhas apontadas estão a ausência de cadernos e de recursos para aulas de artes, como pincéis, tinta guache, tesouras e folhas para desenho.

“São materiais básicos, muito importantes para que os professores possam ministrar uma aula de qualidade”, afirmou a vereadora. Para ela, a situação compromete diretamente o trabalho pedagógico e o direito dos estudantes a condições adequadas de aprendizagem.

Outro ponto levantado por Guida Calixto é a presença de apostilas com o logotipo do Governo do Estado de São Paulo no kit distribuído pela rede municipal, o que, segundo a parlamentar, é incompatível por se tratar de outra esfera administrativa.

Diante disso, ela anunciou o envio de um requerimento à Secretaria Municipal de Educação para esclarecer os critérios adotados na compra e na distribuição do material.

As críticas ganharam repercussão nas redes sociais após postagem da vereadora sobre o tema. Além das faltas de itens, usuários relataram problemas como cola em bastão seca e massa de modelar endurecida, o que reforça as queixas sobre a baixa qualidade dos produtos.

Para Guida Calixto, o cenário aponta para um processo de precarização da educação pública municipal. “Nós não podemos aceitar que a educação pública seja precarizada. Isso é precarização, é desmonte”, declarou.


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