Unicamp dá o primeiro passo para criação de curso de Inteligência Artificial no próximo ano

Campus II da Unicamp em Limeira (foto unicamp)

A criação do curso de bacharelado em Inteligência Artificial e Ciência de Dados foi aprovada pela Câmara de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) da Unicamp nesta terça-feira (10), A proposta agora segue para análise do Conselho Universitário (Consu), instância máxima de deliberação da instituição, com previsão de ser votada até o final de março.

O curso será oferecido inicialmente em Limeira, com gestão compartilhada entre a Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA) e a Faculdade de Tecnologia (FT). A previsão é iniciar as atividades em 2027, com a possibilidade de expansão para o campus de Campinas a partir de 2028. Serão disponibilizadas 40 vagas. A graduação terá duração mínima de oito e máxima de doze semestres, com carga horária total de 3.240 horas.

Segundo a pró-reitora de Graduação, Mônica Cotta, a formação contará com três áreas de aprofundamento: Cidades Inteligentes e Sustentáveis, Administração Pública e Governo Digital e Saúde e Esporte de Alto Rendimento. Ela destacou que o curso não será direcionado exclusivamente à pesquisa ou ao setor público, mas também a demandas do mercado, especialmente na área de Cidades Inteligentes.

A estrutura curricular foi organizada em seis eixos principais: matemática e estatística, computação, ferramentas de inteligência artificial e ciência de dados, áreas de aplicação, desenvolvimento de competências transversais e estágio supervisionado.

O diretor associado da FCA, professor Cristiano Torezzan, responsável por apresentar o projeto à Cepe, ressaltou o caráter interdisciplinar da proposta. De acordo com ele, trata-se de uma graduação concebida de forma transversal, com identidade própria e alinhada às exigências contemporâneas.

O reitor da Unicamp, Paulo Cesar Montagner, enfatizou a importância da parceria entre as duas unidades na implementação do curso. Para ele, a integração entre FCA e FT representa um avanço significativo, já que iniciativas conjuntas entre diferentes faculdades exigem articulação institucional e planejamento. (Com informações de Tote Nunes/Jornal da Unicamp)


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