
A Polícia Civil vai investigar a denúncia de racismo que teria sido cometido por estudantes contra um ex-porteiro de uma escola particular de Campinas. Rodnei Ferraz afirma que foi chamado de “negro sujo”, “macaco” e “sub-raça” por alunos do Ensino Médio do Colégio Objetivo de Barão Geraldo. O Ministério Público do Trabalho (MPT) também vai apurar as circunstâncias que envolveram a demissão do trabalhador.
Segundo informações do delegado da Infância e Juventude, Rubens Leal, dadas ao G1, foi solicitado que a escola informe quais alunos proferiram as ofensas. Ainda de acordo com o portal, será instaurado um Procedimento de Apuração de Ato Infracional (PAAI) por envolver menores de 18 anos, e depois da apuração, os resultados serão encaminhados para a Vara da Infância e Juventude.
Em nota oficial divulgada pelo G1, o Colégio Objetivo Barão Geraldo afirmou que “repudia qualquer ato de racismo e todo tipo de preconceito” e que “atitudes indisciplinares de alunos são analisadas com rigor e proximidade” e que adota medidas que podem ir de advertência e suspensão à expulsão, dependendo do caso. Informou ainda que, em apuração interna, os alunos negaram ter cometido atos racistas. Segundo a escola, os procedimentos internos envolveram também funcionários e as famílias dos adolescentes.
O ex-porteiro Rodnei Ferraz afirma que foi demitido após ter denunciado as agressões verbais à direção do colégio, o que será investigado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Em relação à causa da demissão, a nota do Objetivo afirma que “não teve qualquer ligação com os fatos”.
O episódio aconteceu em dezembro passado e, segundo Ferraz, que trabalhava na escola desde agosto, foi motivado porque ele chamou a atenção de alunos por fazerem barulho e entrarem e saírem de um banheiro por diversas vezes. Além as ofensas racistas, ele afirmou que os estudantes também afirmaram que eles eram que pagavam o seu salário.
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