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Palhaça Tertúlia e sua pulga Fifi estreiam espetáculo em Campinas

(foto ju moretz divulgação)

Respeitável Público, uma questão importante: seria possível ensinar números circenses a uma pulguinha? Tratando-se da Palhaça Tertúlia, vivida pela premiada atriz Fernanda Nunes, a resposta é única: com toda certeza! O resultado pode ser conferido durante a temporada de estreia do espetáculo Tertúlia e o Fantástico Circo de Pulgas, em cartaz sexta-feira (27/2), às 16h e às 17h30, na Praça Rui Barbosa, no Centro; e sábado (28/2), às 9h30 e às 11h, na Lagoa do Taquaral (Portão 1 | Praça dos Elefantes), em Campinas (SP). A entrada é franca.

 Vale destacar que a temporada, que conta com acessibilidade em Audiodescrição e Libras, foi contemplada pelo Fundo de Investimentos da Cultura de Campinas (FICC), da Secretaria de Cultura e Turismo de Campinas.

 Sob a direção de Cláudio Saltini, fundador da reconhecida Cia. Circo de Bonecos (São Paulo/SP), o espetáculo revive em cena um gênero artístico bastante comum na Europa do século XVI: o circo de pulgas. “Na ocasião, joalheiros e relojoeiros utilizavam pulgas para demonstrar suas habilidades com finos colares e correntes de relógio. Devido à ilusão de movimento criada por esses pequenos artefatos, esses espetáculos ganharam popularidade. Uma estratégia de divulgação comum era espalhar pela cidade cartazes oferecendo uma boa recompensa para quem encontrasse a pulga adestrada que havia fugido”, destaca a Palhaça Tertúlia.

 Na montagem em cartaz, a estrela da cena, que vibra ao lado da palhaça, tem nome e fama: Fifi. “Tertúlia apresenta a pulga Fifi como descendente das primeiras pulgas acrobatas brasileiras, deixando todo mundo com a pulga atrás da orelha diante de seus números magníficos. Fifi realiza saltos mortais, mergulha na tina d’água e é arremessada por um canhão”, pontua.

 Contudo, para que o espetáculo cative e encante, as artistas necessitam de algo muito genuíno do Respeitável Público: a imaginação. Ou seja, o circo de pulgas só existe se o público imaginar e escolher acreditar no impossível. “A fruição completa só acontece quando o espectador aceita o pacto proposto por Tertúlia e empresta sua própria imaginação para dar vida à Fifi e aos seus números magníficos. O espetáculo reflete que, em um mundo confinado às telas e com menos tempo para brincar, o músculo da imaginação está atrofiado. A peça, portanto, é um exercício coletivo de resgate da capacidade de ver o invisível, tornando o público coautor da magia”, afirma Cláudio Saltini.

 Ao final, que mensagem Tertúlia e Fifi gostariam de fazer ecoar no íntimo de espectadores de todas as idades? A palhaça responde: “Acredito que a mensagem principal está justamente na importância de imaginar. Com a imaginação, o circo de pulgas se perpetua. Com a imaginação, vemos as maravilhosas acrobacias de Fifi e de tantas outras pulgas. E é com ela que também enxergamos as pequenas poesias do cotidiano. Ouso até dizer que é somente com ela que podemos continuar vivendo em um mundo tão sufocante, porque nos permite imaginar outros futuros possíveis (e impossíveis)”.

 O diretor faz questão de completar: “Criei uma frase: ‘Imagino, logo existo!’. Ela sintetiza essa ideia: nossa capacidade de criar, sonhar e acreditar no invisível é o que nos torna plenamente vivos. A mensagem é um alerta: se não cultivarmos a curiosidade, o tempo para o lúdico e a disposição de acreditar no extraordinário, a arte — essa parte essencial da nossa humanidade — pode desaparecer, tornando-se apenas uma curiosidade histórica, como os circos de pulgas do passado.”

 

 A sinopse

 A palhaça Tertúlia promete apresentar um espetáculo extraordinário ao lado de sua parceira Fifi, a pulguinha fantástica. No entanto, para que esse grande acontecimento realmente se revele aos olhos do público, é necessário um ingrediente essencial: a imaginação. O espetáculo se constrói, então, nesse incrível encontro entre o real e o fantástico.

 Ficha Técnica

 Direção: Cláudio Saltini

Dramaturgia: Sofia Fransolin

Elenco: Fernanda Nunes

Concepção de figurino: Lara Prado

Confecção de figurino: Graciete Mary dos Santos

Cenografia: Claudio Saltini

Trilha sonora: Arturo Cussen (Circo da Silva)

Arte Gráfica: Giovanna Poletto e Lui Kanashiro

Assessoria de Imprensa: Tiago Gonçalves

Fotografia: Júlia Moretzsohn

Roteiro e narração de audiodescrição: Isadora Ifanger

Intérprete de LIBRAS: Verena Teixeira

Produção: Fernanda Nunes e Dayane Ribeiro

Classificação indicativa: Livre para todas as idades Gênero: Cômico e Palhaçaria

 

A palhaça

 

Fernanda Nunes é atriz, palhaça, escritora e produtora cultural, graduanda em Artes Cênicas pela Unicamp. Artista vibrante da cena campineira, é também gestora da Cia Maria Emília, grupo fundado em 2018, que desenvolve pesquisas e criações voltadas especialmente ao público infantojuvenil. Em 2022, recebeu o prêmio de melhor atriz no Festival Nacional de Teatro de Pindamonhangaba pelo espetáculo Ora Bolas, Clarinha e suas histórias, consolidando sua presença marcante nos palcos. Com uma trajetória que reúne atuações em diversas montagens entre 2018 e 2023, Fernanda transita entre a comicidade, a poesia e a narrativa cênica. Em 2023, ampliou sua atuação artística ao lançar o livro A Verdadeira História da Dona Aranha, reafirmando o seu compromisso com a arte para as infâncias.

 

 

Saiba Mais

 

Estreia do espetáculo Tertúlia e o Fantástico Circo de Pulgas em Campinas (SP).

 

  • Sexta-feira (27/2), às 16h e às 17h30, na Praça Rui Barbosa (Rua Treze de Maio, 158, no Centro, em Campinas | SP).

Entrada franca, com acessibilidade em Audiodescrição.

 

  • Sábado (28/2), às 9h e às 11h30, na Lagoa do Taquaral | Parque Portugal | Portão 1 | Praça dos Elefantes (Avenida Heitor Penteado, 1671, Parque Taquaral, em Campinas | SP).

Entrada franca, com acessibilidade em Libras.

 

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