
Até o momento nenhum político da extrema direita brasileira, ligado ao bolsonarismo e admirador de Donald Trump, condenou o presidente norte-americano diante das graves denúncias de pedofilia contra ele que aparecem nos arquivos de Jeffrey Epstein. Nem uma condenação moral pelas relações com Epstein.
Nenhum político que vestiu o boné de Trump (para fazer os EUA grande) contra a população do Brasil no caso da taxação de 50% dos produtos brasileiros assumiu que estava errado. Eles atuaram de forma totalmente contra os interesses do povo brasileiro, defendendo inclusive o interesse dos EUA contra o Brasil.
Fizeram discursos públicos de traição explícita e atuaram para a taxação contra o Brasil. Tentaram promover o caos econômico para obter ganhos políticos. Tentaram fazer com que os EUA taxasse a indústria e o povo brasileiro de forma deliberada e pública. Graças ao governo Lula, o país conseguiu reverter a situação da taxas.
Mas eles continuam do mesmo jeito. As mais recentes pesquisas eleitorais mostram esses políticos, no caso Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Flávio Bolsonaro (PL, o partido com maior número de políticos investigados pelo Poder Judiciário), com algo próximo de 35% dos votos no segundo turno. É muita gente votando em admirador de pedófilo.
O que esperar do Brasil? É bom lembrar que votar contra o gás do povo, Bolsa Família e outros programas sociais facilitam a pedofilia e a prostituição infantil, como bem constatou um vereador cassado em São Paulo na Ucrânia em guerra.
Basicamente temos dois grupos de políticos no Brasil. Um grupo ligado ao centro e à democracia e um outro ligado e condenado por tentativa de golpe de Estado e defensores publicamente da tortura e da ditadura brasileira.
O pior não é isso. O grupo golpista incluiu a traição à pátria e agora a pedofilia, o abuso sexual de crianças e adolescentes.
Esse grupo de extrema direita está quieto diante das acusações de crimes contra seu guru pedófilo. Donald Trump é citado nos arquivos Epstein divulgados em uma série de acusações graves envolvendo menores de idade, entre elas a de ter forçado uma menina de 13 a 14 anos a praticar sexo oral. Os documentos também mencionam que Trump teria organizado festas no estilo “Calendar Girls” (“Garotas de Calendário”) em sua mansão.
“Donald Trump, o presidente, realizava festas em Mar-a-Lago chamadas calendar girls. Jeffrey Epstein trazia as crianças, e Trump as leiloava. Ele media as vulvas e vaginas das crianças inserindo um dedo e avaliava as crianças com base na “apertabilidade”, diz o documento.
Em um outro depoimento dos arquivos judiciais, uma denunciante relatou, de forma on-line, que foi vítima e testemunha de uma rede de tráfico sexual no Trump Golf Course, em Rancho Palos Verdes, Califórnia, entre 1995 e 1996. Segundo o relato, Ghislaine Maxwell atuava como cafetina e intermediária das festas sexuais, cujos clientes incluíam Jeffrey Epstein, Robin Leach e Donald Trump.
A jovem afirmou ter participado de orgias e disse que algumas meninas desapareceram, havendo rumores de que teriam sido assassinadas e enterradas nas instalações do local. Ela também declarou que foi ameaçada pelo então chefe de segurança de Trump, que teria dito que, se ela falasse sobre o que aconteceu ali ou sobre quem viu, ela “acabaria como adubo nos últimos buracos do campo, como as outras putas”.
Para o jornalista e professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), José Arbex Jr., o caso Epstein é o sintoma de algo muito mais profundo: uma engrenagem de chantagem global que envolve agências de inteligência e o alto escalão do capital financeiro, o que explicaria a dificuldade em responsabilizar figuras centrais. Isso explica de certa forma a relação com o Brasil e a estrutura de bilionários que financiam a extrema direita.
“O caso Epstein é muito mais complicado e grave do que aparece à primeira vista. Como mostra a jornalista Whitney Webb, num livro de dois volumes (1.150 páginas), intitulado “One Nation under Blackmal” (Uma Nação sob Chantagem), os aspectos sexuais do escândalo, embora sejam explosivos e revoltantes, são apenas um componente de uma rede mundial que envolve o capital, agências de espionagem (CIA, MI6, mossad etc), grupos mafiosos (italianos, judaicos, irlandeses etc.) e, claro, bilionários e “personalidades”, entre os quais, Bill Clinton, Donald Trump, Bill Gates, Steve Bannon, Elon Musk, Woody Allen, príncipe Andrew, o ex-primeiro-ministro israelense Ehud Barak e muitos outros”, alega.
A rede, que inclui relações entre a CIA (Central Intelligence Agency), principal agência de inteligência estrangeira dos EUA, o Instituto de Inteligência e Operações Especiais e outros serviços de espionagem, começou a ser formada em 1942. Diante disso, Epstein é só a “ponta do iceberg”, diz o professor.
“A autora vem advertindo, em várias lives e podcasts nos Estados Unidos, que embora seja importante investigar e punir os envolvidos na rede de pedofilia, o foco deveria ser centrado na investigação de uma rede mundial de crime e espionagem, que movimenta centenas de bilhões de dólares em tráfico de armas, drogas, pessoas, e promove golpes de Estado e insurreições. É essa rede que, com a ‘ajuda’ da mídia dos patrões, mantém Trump no poder. Vão fazer de tudo para não deixar o edifício ruir. No limite, não descarto o assassinato de Trump, como ‘queima de arquivo’.” (Com informações da RT e BdF)
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