Entreatos apresenta peças que abordam, com diferentes olhares, a busca por um lugar no mundo

(foto divulgação)

O palco do Teatro Municipal Maria Monteiro recebe neste domingo, 22 de fevereiro, as peças “Onde o Olhar Descansa” e “Aquilo que Resta”, duas obras que investigam, sob perspectivas opostas, como lidamos com os laços que nos definem.

A mostra especial coloca no palco duas turmas do curso livre da Entreatos Teatro & Cultura e convida o público a transitar por extremos da experiência humana: a busca solar por um lugar de pertencimento em “Onde o Olhar Descansa” e o mergulho denso nas sombras da culpa em “Aquilo que Resta”.

Embora distintas em linguagem e enredo, as peças dialogam ao questionar o “lugar” do indivíduo no mundo: enquanto um protagonista decide partir para se encontrar, o outro se isola para sobreviver. A direção é de Andréia Alecrim.

Inspirada na obra “Na Natureza Selvagem”, de Jon Krakauer, e no poema “O Ciclo do Colo”, de Gustavo Ravagnani, aluno do curso, a peça “Onde o Olhar Descansa: A Coragem da Partida” acompanha Lucas, um jovem que se sente estrangeiro dentro da própria casa.

A dramaturgia, construída com cenas cotidianas e momentos corais, investiga o que nos faz ficar ou ir embora. Diante de uma família marcada por silêncios e cobranças, Lucas encontra em novos amigos uma “família escolhida”, onde o afeto flui sem o peso do sangue. A partida não é uma fuga, mas um movimento necessário na busca de um lugar onde a existência faça sentido. No elenco estão Renan Raimundo, Gustavo Ravagnani, Lurdes Barbosa, Cristiano Sousa, Clara Ravagnani, Daiane Souza, Sammy e Srta. Karin.

Em um tom diametralmente oposto, “Aquilo que Resta: A Matemática do Isolamento” explora uma narrativa densa inspirada no best-seller “A Solidão dos Números Primos”, de Paolo Giordano, com referências a “Amores Surdos”, de Grace Passô.

A trama é centrada em Mattia, cuja vida é fraturada na infância após o desaparecimento de sua irmã gêmea, Michela, deixada sozinha por ele em um parque. Ao encontrar Alice, também marcada por traumas familiares, os dois estabelecem uma conexão profunda, mas incompleta.

Como “números primos gêmeos” – pares de números primos que são muito próximos, mas separados por um número par -, eles estão condenados a estarem perto, mas nunca se tocarem verdadeiramente. A peça é um estudo sobre traumas não elaborados e a incapacidade de atravessar o abismo que nos separa do outro e leva ao palco os atores Raphael Silva, Ana Elisa, Loraine Ramos e Cristiano Sousa. (Com informações de divulgação)

Serviço

Data: 22 de fevereiro de 2026 (domingo)
Horário: 19h
Local: Teatro Municipal Maria Monteiro
Endereço: Rua Dom Gilberto Pereira Lopes, 412, Conj. Hab. Padre Anchieta, Campinas-SP
Ingressos: entre R$ 15,00 e R$ 30,00 à venda na plataforma Sympla

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