(imagem reprodução)
As eleições presidenciais de 2026 serão marcadas pelo início do declínio do poder da TV para influenciar o voto do eleitor. Ela ainda vai continuar com um certo poder, mas já abaixo do poder das Big Techs que dominam a internet e as redes sociais. E isso poderá favorecer grupos fascistas e de extrema direita que têm mais recursos de impulsionamento, que deveria ser considerado crime eleitoral porque distorce o processo com abuso de poder econômico.
A indicação desta mudança apareceu na última pesquisa do instituto Quaest, divulgada em janeiro de 2026. Segundo Fábio Vasconcellos, doutor em Ciência Política, professor da PUC-Rio e da UERJ, a menos que seja um erro estatístico, o instituto mostrou uma mudança nos hábitos de consumo de informação sobre política entre os brasileiros.
E a mudança acelerou em um mês. Em dezembro de 2025, 35% dos entrevistados afirmavam que se informavam pela TV, mesma proporção daqueles que utilizavam redes sociais. Já em janeiro de 2026, 39% dos brasileiros disseram que se informam pelas redes, percentual superior ao da TV, que registrou 34%.
Antes da internet, a legislação eleitoral tinha grande preocupação com tv e rádio. Mas o declínio da TV como fonte de informação hegemônica já ocorreu nas últimas eleições e esse poder começa a se dissipar ainda mais nos próximos pleitos. O rigor precisa chegar às redes sociais.
“Em toda a série da Quaest iniciada em maio de 2024, a TV sempre liderou como meio preferencial de informação. Algumas vezes esses dois meios ficaram praticamente empatados na margem de erro, mas agora algo parece ter mudado. Com as próximas rodadas, poderemos verificar se foi apenas uma inflexão aleatória ou um novo padrão que está se consolidando no Brasil. De todo modo, veja como esses hábitos de consumo de informação importam, em especial em um ano eleitoral com forças políticas também se adaptando às novas linguagens e meios de produção de conteúdo”, anota em artigo.
Um dos dados da pesquisa chama atenção e deve ser um sinal de alerta para a esquerda e os defensores da democracia. O grupo de eleitores ‘independentes’, importantes porque porque são esses eleitores que devem decidir o novo presidente da República, visto que podem mudar de voto, diferente dos eleitores identificados com a esquerda ou com a direita, estão consumindo muito mais informação negativa do governo Lula, apesar dos bons resultados econômicos e sociais do governo. Entre os chamados independentes, 45% veem mais notícias negativas do que positivas e apenas 19% veem mais notícias positivas.
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