(foto rs fotos públicas)
Até o momento, os EUA não apresentaram nenhuma prova concreta contra Nicolás Maduro. O presidente da Venezuela, que teve a última eleição considerada fraudada, foi sequestrado pelas Forças Armadas dos EUA no último sábado, 3. Apesar de não ter provas, o Departamento de Justiça dos EUA tem convicção, assim como o ex-juiz Sérgio Moro e os promotores de Curitiba.
Sem provas contra Maduro, no entanto, os EUA parecem agora ter cacife para impor à Venezuela uma negociação para poder se apropriar de parte das reservas de petróleo. Por dois motivos: mantém Maduro sequestrado e ameaça com um novo sequestro da atual presidenta, Delcy Rodriguez, que também é chavista.
As conversas entre EUA e Venezuela parecem estar caminhando. Não por acaso, no mesmo dia em que o presidente fascista Donald Trump publicou que o governo interino da Venezuela concordou em entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo “de alta qualidade” ao país, os EUA retiraram acusações contra Maduro.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (EUA) recuou em acusar o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de liderar o suposto Cartel de Los Soles. A nova peça da denúncia contra o venezuelano por narcotráfico, apresentada após o sequestro de Maduro pelos EUA, excluiu a acusação feita na peça anterior, apresentada em 2020.
Na primeira denúncia, o termo “Cartel de Los Soles” aparecia 33 vezes e Maduro era apontado como líder dessa suposta organização. Na nova peça do Departamento de Justiça, apresentada nesta semana, o Cartel de Los Soles aparece apenas duas vezes, em citações de menor importância, sem qualquer menção à liderança de Maduro em relação ao suposto cartel.
Os EUA acusam Nicolás Maduro principalmente de narcotráfico e terrorismo, mas até agora não há “provas materiais”, mas apenas documentos de investigação, testemunhos de informantes e registros de inteligência sobre o suposto envolvimento dele com o Cartel de los Soles e operações de tráfico de cocaína. Não há, até o momento, divulgação pública de evidências físicas diretas como apreensões ligadas pessoalmente a Maduro — o caso se apoia em relatórios, interceptações e testemunhos usados pelo Departamento de Justiça. Ou seja, o próprio acusador produziu as provas.
Veja as principais:
Diplomatic Passports (2006–2008)
Maduro, como chanceler, “teria vendido” passaportes diplomáticos a traficantes para movimentar dinheiro e drogas com cobertura oficial. (uma suposição sem provas)
Apreensão de 5,5 toneladas de cocaína (2006, México)
Um avião DC-9 partiu do hangar presidencial no Aeroporto de Maiquetía, Venezuela, carregado com cocaína. Foi apreendido no México. Testemunhas afirmam que Maduro e Diosdado Cabello estavam envolvidos na operação. (outra suposição)
Apreensão de 1,3 toneladas de cocaína (2013, França)
Poucos meses após Maduro assumir a presidência, autoridades francesas apreenderam cocaína em voo comercial vindo de Caracas. O documento relata possível reunião de Maduro com Cabello e Hugo Carvajal para discutir o erro de usar o aeroporto oficial. Essa afirmação não vem de uma prova física direta (como gravações ou fotos da reunião), mas sim do Superseding Indictment do Departamento de Justiça dos EUA (DOJ), apresentado em março de 2020 no Tribunal do Distrito Sul de Nova York. O que acontece nesse documento: ele não apresenta evidência material pública (como áudio ou vídeo da reunião).
O que há são alegações baseadas em testemunhos de informantes, registros de inteligência e investigações da DEA. (Ou seja, a prova é o próprio acusador)
Gravações de familiares (2015)
Dois sobrinhos de Maduro (Efraín Campo Flores e Franqui Flores de Freitas) foram gravados em reuniões com agentes infiltrados da DEA, planejando enviar centenas de quilos de cocaína. Eles mencionaram Maduro como “pai” e falaram em arrecadar US$ 20 milhões para financiar campanha política. Foram condenados em Nova York.
Ao que tudo indica, essa é a situação mais próxima de Maduro. Esse episódio dos sobrinhos de Maduro é frequentemente citado como “prova indireta” contra ele, mas juridicamente a ligação é bem mais frágil do que parece. Efraín Campo Flores e Franqui Flores de Freitas, sobrinhos de Cilia Flores (esposa de Maduro), foram presos em 2015 no Haiti em operação da DEA.
Eles foram gravados negociando o envio de 800 kg de cocaína para os EUA. Nas gravações, os EUA entenderam que Maduro seria a referência à palavra “pai” e disseram que o dinheiro seria usado para financiar a campanha política da família. Foram condenados em Nova York em 2017 a 18 anos de prisão.
Testemunhos de cooperação com FARC e ELN (2008–2019)
O documento cita encontros de Maduro com líderes das FARC e do ELN, inclusive em Miraflores, para coordenar proteção e rotas de tráfico. Essa também são acusações sem provas, mas a partir de operações do próprio acusador.
Em resumo, a acusação formal dos EUA contra Nicolás Maduro (Superseding Indictment, Corte do Distrito Sul de Nova York) não apresenta uma “prova material única” como uma apreensão diretamente ligada a ele, apenas reúne um conjunto de episódios documentados, testemunhos, interceptações e registros de operações que o conectam ao tráfico internacional de cocaína e ao apoio a grupos terroristas. Tudo produzido pelo próprio órgão acusador. (Com a colaboração de informações de Inteligência Artificial do próprio EUA e Agência Brasil)
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