Série de artigos ‘Pelo fim da escala 6×1’ investiga as transformações do trabalho

(foto fernando frazão – ag brasil)

O mundo do trabalho atravessa um momento decisivo. O debate sobre o fim da escala 6×1 recoloca no centro da agenda pública questões estruturais relacionadas à exploração do trabalho, à dignidade humana e ao direito ao tempo livre, à convivência social e à vida para além do emprego.

Com o objetivo de ampliar e qualificar esse debate, a ADunicamp lança a série especial “Pelo fim da escala 6×1”, dedicada à divulgação de artigos e análises produzidos por docentes e pesquisadores que investigam criticamente as transformações contemporâneas do trabalho e seus impactos econômicos, sociais e humanos.

A série reúne contribuições de integrantes do Cesit/Unicamp, do site Democracia e Mundo do Trabalho em Debate, do GEPT/UnB, da Rede de Estudos e Monitoramento Interdisciplinar da Reforma Trabalhista (REMIR) e da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS (FCE/UFRGS), responsáveis pela organização do “Dossiê Fim da Escala 6×1 e Redução da Jornada de Trabalho”, já publicado em diferentes plataformas. Os textos serão republicados em nosso site semanalmente.

O espaço permanece aberto à participação de docentes e pesquisadores de universidades públicas de todo o país que vêm analisando as implicações da jornada 6×1 e os caminhos possíveis para sua superação, contribuindo para o fortalecimento do debate público e das lutas históricas da classe trabalhadora.

Primeiros artigos

A série tem início com a publicação de três artigos que analisam, sob diferentes ângulos, as transformações recentes do mundo do trabalho e seus impactos sobre a educação, a saúde e a vida social da classe trabalhadora.

O primeiro texto, de Roberto Leher e Amanda Moreira da Silva, examina a mercantilização financeirizada da educação superior, com ênfase no ensino a distância (EaD) e na intensificação do trabalho docente. O artigo evidencia como a plataformização e o controle algorítmico aprofundam a exploração do trabalho nas grandes corporações educacionais.

Leia em: Mercantilização financeirizada da Educação, Ensino Superior a distância e jornadas de trabalho jamais vistas

O segundo artigo, assinado por Flávia Manuella Uchôa de Oliveira, Clarice Rodrigues Pinheiro, Rafael Macharete, Gabriel Sant’Anna, Mary Zhang e Lucas de Oliveira, apresenta resultados de uma pesquisa sobre os impactos da escala 6×1 na saúde física e mental, bem como na vida pessoal, familiar e social dos(as) trabalhadores(as). O estudo destaca como essa jornada contribui para a degradação das condições de vida, atingindo de forma particularmente intensa mulheres negras ocupadas no comércio e nos serviços.

Leia em: Vivo apenas para trabalhar: os impactos da escala 6×1 na saúde e na vida social de trabalhadoras e trabalhadores

Já o terceiro texto, de Débora de Araújo Costa e Ezequiela Zanco Scapini, analisa os efeitos da escala 6×1 sobre a juventude brasileira, demonstrando como jornadas extensas e precárias comprometem o direito à educação e reforçam a urgência da redução da jornada de trabalho como condição para garantir acesso, permanência e qualidade no ensino.

Leia em: O impacto da escala 6×1 para a juventude brasileira e a necessidade da redução da jornada de trabalho

Conjuntamente, os três artigos inauguram uma série que busca fortalecer o debate crítico, subsidiar a ação coletiva e contribuir para a luta por direitos, tempo de vida e trabalho digno. (Da ADunicamp)


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