Categories: Economia Política

PL da Dosimetria aumentou o discurso de ódio, mas Lula tenta pacificar o Brasil com veto

(foto bruno peres – ag brasil)

Logo após o sequestro de Nicolás Maduro pelos EUA, na noite do dia 3 de janeiro, alguns deputados da extrema direita brasileira divulgaram discurso de ódio com ameaças ao PT e ao presidente Lula. Os deputados incentivavam uma invasão dos EUA no Brasil e o sequestro do presidente. Deputado do PT , Reimont (PT -RJ) chegou a pedir a PGR (Procuradoria-Geral da República) a prisão de deputado mineiro da extrema direita que faz publicação de ódio na internet.

Esse é o resultado da aprovação do projeto que praticamente anistia os golpistas do 8 de janeiro, chamado de PL da Dosimetria. O PL da Dosimetria se tornou um incentivo à impunidade e a novas tentativas de golpe de Estado. Os discursos de ódio da extrema direita aumentaram de tom com a impunidade dos golpistas.

Para evitar e tentar pacificar o país, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integramente, nesta quinta-feira (8), o Projeto de Lei nº 2.162 de 2023, conhecido como PL da Dosimetria, aprovado em dezembro pelo Congresso Nacional. O texto prevê a redução de penas de condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro e pela tentativa de golpe de Estado.

O anúncio foi feito durante ato, no Palácio do Planalto, que marca os três anos dos ataques perpetrados por manifestantes apoiadores de Bolsonaro que, inconformados com o resultado das eleições, invadiram o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF).

“Todos eles tiveram amplo direito de defesa, foram julgados com transparência e imparcialidade. E, ao final do julgamento, condenados com base em provas robustas, e não com ilegalidades em série, meras convicções ou [apresentações de] Powerpoint fajutas”, disse Lula.

“Quero parabenizar a Suprema Corte pela conduta irrepreensível ao longo de todo esse processo. Julgou e condenou no estrito cumprimento da lei. Não se rendeu às pressões, não se amedrontou diante das ameaças. Não se deixou levar por revanchismo. Saiu fortalecida. Sua conduta certamente será lembrada pela história”, completou.

Ao citar o poeta hispano-americano George Santayana, Lula concluiu: “Aqueles que não conseguem lembrar o passado estão condenados a repeti-lo. Em nome do futuro, não temos hoje o direito de esquecer o passado. Por isso, não aceitamos nem ditadura civil nem ditadura militar. O que queremos é democracia emanada do povo e para ser exercida em nome do povo”.   (Com informações da Agência Brasil)

Carta Campinas

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