Campinas terá ato contra aumento da tarifa de ônibus e pela municipalização do transporte

Movimentos, entidades e organizações estudantis convocam para esta quarta-feira, 14 de janeiro, um ato unificado contra o aumento da tarifa do transporte público em Campinas, cidade que está entre as que têm os valores mais altos do país. A mobilização está marcada para as 17h no Terminal Central, com protesto e panfletagem.

O estopim foi o anúncio do reajuste feito no fim de 2025 pelo governo Dário Saadi (Republicanos). A partir do primeiro dia de 2026, a passagem passou a custar R$ 6,00 no bilhete único comum, R$ 6,50 no vale-transporte, R$ 2,40 para o bilhete escolar e R$ 3,00 o universitário. Para estudantes de baixa renda, o aumento chega em um momento sensível: muitos já retomaram atividades acadêmicas em janeiro, mas não receberão de imediato o valor atualizado de auxílios, como a Bolsa Auxílio Social (BAS) e a Bolsa Auxílio Transporte (BAT).

Além do impacto direto no orçamento de quem depende do ônibus diariamente, o reajuste reacende críticas sobre o modelo de gestão do sistema. Após atrasos para a realização de uma nova licitação, usuários continuam enfrentando veículos lotados, frota desgastada e a sobrecarga de motoristas que acumulam funções sem contrapartida salarial. Para os organizadores do ato, o encarecimento não se traduz em melhoria do serviço e acaba aprofundando desigualdades no acesso à cidade.

Municipalização e passe livre

O protesto também levanta o debate sobre alternativas estruturais, como a municipalização do transporte, o passe livre e a necessidade de tratar a mobilidade como política pública essencial, e não apenas como negócio. A mobilização em Campinas integra uma jornada estadual articulada por entidades estudantis, que veem na pressão popular uma forma de recolocar o tema no centro da agenda pública.


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