Categories: Economia Política

Mulheres protestam em todo Brasil contra o feminicídio e a violência do machismo

(foto marcelo camargo ag brasil)

Mulheres de diversas cidades brasileiras saíram às ruas neste domingo (7) para denunciar o aumento do número de casos de feminicídio e protestar contra todas as formas de violência que violam o direito das mulheres a viver com liberdade, respeito e segurança. A primeira-dama, Janja Lula da Silva, participou de ato do Levante Mulheres Vivas, na área central de Brasília, para denunciar o feminicídio e todas as formas de violência contra mulheres.

Após a ascensão da extrema direita, o ódio , subjugação e violência contra a mulher passaram a ser externadas nas redes sociais. Em Campinas, as mulheres e homens contra a violência se reuniram em frente à Estação Cultura por volta de 9h. Elas fizeram uma passeata pela Rua 13 de Maio e seguiram até a praça da Catedral Metropolitana, onde o ato foi encerrado.

Mobilizadas por coletivos, movimentos sociais e organizações feministas, as manifestações têm o objetivo de romper o silêncio, exigir justiça e afirmar que a sociedade não aceitará mais a impunidade.

“Basta de feminicídio. Queremos as mulheres vivas” é o lema das manifestantes.

Confira algumas das manifestações marcadas para este domingo

São Paulo (SP): 14h, vão do Masp, Campo Grande (MS): 13h (horário local), Av. Afonso Pena (em frente ao Aquário do Pantanal), Manaus (AM): 17h, Largo São Sebastião, Rio de Janeiro (RJ): 12h, Posto 5 – Copacabana, Teresina (PI): 17h, Praça Pedro II. Em muitas cidades a mobilização aconteceu de manhã.
A mobilização nacional foi convocada após uma onda de feminicídios recentes que abalaram o país.

Na sexta-feira (5), foi encontrado, em Brasília, o corpo carbonizado da cabo do Exército Maria de Lourdes Freire Matos, 25 anos. O crime está sendo investigada como feminicídio, após o soldado Kelvin Barros da Silva, 21 anos, ter confessado a autoria do assassinato. Ele está preso no Batalhão da Polícia do Exército.

No final de novembro, Tainara Souza Santos teve as pernas mutiladas após ser atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro, enquanto ainda estava presa embaixo do veículo. O motorista, Douglas Alves da Silva, foi preso por tentativa de feminicídio.

Na mesma semana, duas funcionárias do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet-RJ), no Rio de Janeiro, foram mortas a tiros por um funcionário da instituição de ensino que se matou em seguida.

Cerca de 3,7 milhões de mulheres brasileiras viveram um ou mais episódios de violência doméstica nos últimos 12 meses, segundo o Mapa Nacional da Violência de Gênero.

Em 2024, 1.459 mulheres foram vítimas de feminicídios. Em média, cerca de quatro mulheres foram assassinadas por dia em 2024 em razão do gênero, em contextos de violência doméstica, familiar ou por menosprezo e discriminação relacionados à condição do sexo feminino.

Em 2025, Brasil já registrou mais de 1.180 feminicídios e quase 3 mil atendimentos diários pelo Ligue 180, segundo o Ministério das Mulheres.

Nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo para que haja um grande movimento nacional contra a violência de gênero. Ele cobrou dos próprios homens uma resposta para mudar a cultura de violência de gênero que predomina na sociedade. (Com informações da Agência Brasil)

Carta Campinas

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