Reta final do Festival Hercule Florence tem história, ciência, poesia, assombrações e Sebastião Salgado

Detalhe de fotografia de Sebastião Salgado (foto reprodução)

O Festival Hercule Florence chega à reta final neste fim de semana em Campinas com uma programação que vai da história à ciência, poesia e assombrações, com caminhadas fotográficas, música, exposições, oficina, exibição de filmes e do documentário “Amazônia”, do fotógrafo Sebastião Salgado, o homenageado desta edição.

Em “Amazônia”, Sebastião Salgado compartilha as experiências dos anos que passou registrando a floresta e comunidades indígenas isoladas, tema de seu último livro. O documentário será exibido no sábado, 8 de outubro, às 18h, no Teatro do Centro de Convivência Cultural de Campinas, no Cambuí.

Mais cedo, o festival dá a oportunidade para fotógrafos amadores e profissionais explorarem a cidade em diversos percursos nas expedições fotográficas Caminhos do Café e da Ciência, Aquilo que te Assombra e no Passeio Foto & Poesia – [SUB] Poética.

O primeiro, com saída às 9h, do Centro de Convivência, vai do Instituto Agronômico de Campinas, o centenário IAC, até o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), onde está o Acelerador de Partículas Sirius, um dos mais modernos do mundo.

Com encontro marcado para as 10h na Biblioteca Municipal Manoel Zink, o passeio poético-fotográfico traça um “Mapa da Poesia”, passando por 13 pontos de interesse cultural e afetivo na região central, e onde os participantes podem registrar imagens a partir da leitura de poesias.

Já o Aquilo que te Assombra, a partir das 17h, leva a uma caminhada pelas alamedas do Cemitério da Saudade, com muita história, das assombrações às memórias urbanas, culturais e de personagens que marcaram a cidade.

Memória viva

No domingo, a Caminhada Fotográfica Hercule Florence chega à sua 25ª edição, com um convite para redescobrir o Centro de Campinas com um olhar atento à arte, arquitetura e sua história. O ponto de partida será a Estação Cultura, às 8h.

O roteiro criado para esta edição foi especialmente pensado para uma experiência imersiva nas transformações urbanas que marcaram a cidade através dos tempos e será guiado pelo historiador Américo Villela.

O percurso, de cerca de três horas, tem paradas para o registro de imagens na Rua do Rocio, na residência de Salvador Penteado, no 4º Grupo Escolar, na Casa de Câmara e Cadeia, na Beneficência Portuguesa, no Culto à Ciência, no Cotuca, no Mercado Municipal, no Palácio dos Azulejos, na Escola do Povo, no Largo do Rosário e na Praça Carlos Gomes, terminando no Centro de Convivência.

Desde sua primeira edição, no ano 2000, a caminhada já produziu um extenso acervo de imagens que documentam a evolução do espaço urbano. “Para mim, seu principal legado social está na capacidade de transformar o simples ato de caminhar e fotografar em uma experiência coletiva de descoberta, valorização e pertencimento”, diz o fotógrafo e professor Carlos Rincon, criador do evento. “Ao longo de mais de 20 anos, conseguimos criar um registro vivo da memória urbana de Campinas, capturando suas mudanças, cores, histórias e detalhes que muitas vezes passam despercebidos no dia a dia.”

Tanto no sábado como no domingo, haverá apresentações de música e DJs no antigo Café de La Recoleta, no Centro de Convivência Cultural, ponto de chegada de vários desses percursos. A programação completa pode ser conferida em detalhes no site e no Instagram do festival. (Com informações de divulgação)

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