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Pagamentos digitais no Brasil: Pix lidera em cassinos e debate sobre regulação segue em pauta

(foto Mikhail Nilov -pxl)

Estudo aponta que Pix domina métodos de pagamento em jogos online no Brasil. Discussão sobre fake news envolvendo suposta taxação do sistema expõe impacto político e econômico da ferramenta.

O crescimento dos métodos de pagamento digitais no Brasil, especialmente no setor de jogos online, tem colocado o Pix no centro das atenções. Lançado em 2020 pelo Banco Central, o sistema de transferências instantâneas conquistou a preferência da maioria dos usuários e consolidou-se como um divisor de águas na forma de realizar transações financeiras no país.

No setor de iGaming, que inclui apostas em cassino online, o Pix tornou-se a opção mais utilizada devido à rapidez, praticidade e segurança. De acordo com um levantamento feito por um cassino online, 81% dos jogadores preferem o sistema, enquanto cartões bancários aparecem em segundo lugar, com 46%. Métodos como boleto, carteiras digitais e criptomoedas ocupam posições menores, mas apresentam crescimento gradual.

Além da popularidade, a segurança é apontada como um fator determinante: 74% dos entrevistados classificam a proteção dos dados como prioridade em transações financeiras. A velocidade aparece logo em seguida, valorizada por quase metade dos participantes. O levantamento ainda mostra a redução do tempo médio de depósito para menos de um minuto no cassino online, enquanto os saques permanecem praticamente instantâneos.

Outro ponto destacado é a conveniência. Cerca de 48% dos usuários consideram a praticidade como elemento essencial para escolher um método de pagamento. Nesse aspecto, o Pix também se sobressai, com 93% dos participantes de pesquisas apontando-o como o recurso mais fácil de usar.

A relevância do Pix, no entanto, também se estende ao debate político. Em janeiro, uma onda de desinformação envolvendo o sistema ganhou repercussão após declarações do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Em vídeo, ele sugeriu que o governo Lula teria planos de taxar o Pix e monitorar contas de trabalhadores, o que não correspondia à realidade.

A Receita Federal reagiu ao episódio revogando uma instrução normativa que regulamentava a prestação de informações sobre transferências instantâneas. Segundo o órgão, a medida, motivada pelo impacto da fake news, acabou dificultando o trabalho de fiscalização de fintechs e favorecendo atividades criminosas. “As operações da PF, Carbono Oculto, Quasar e Tank, demonstram algo que a Receita Federal já apontava: fintechs têm sido utilizadas para lavagem de dinheiro nas principais operações contra o crime organizado”, informou em nota.

Mesmo com debates regulatórios, os dados indicam que o Pix segue como protagonista no cenário de pagamentos digitais no Brasil. De acordo com o Banco Central, o sistema já responde por 36% de todas as transações realizadas no país, aproximando-se da liderança dos cartões bancários, que representam 41%.

Especialistas apontam que a adoção de soluções financeiras locais, como o Pix, é cada vez mais estratégica em setores de consumo digital, incluindo os jogos online. A previsão é de que a consolidação do sistema se intensifique nos próximos anos, acompanhada de um aumento no uso de carteiras digitais e novas formas de pagamento.

Carta Campinas

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