Depois de dois anos de discussões nos variados encontros sobre a urbanização de Barão Geralda chamada de PIDS (Polo de Inovação para o Desenvolvimento Sustentável), entre audiências públicas e plenárias com a população, a Prefeitura de Campinas voltou a incluir no projeto prédios que ultrapassam o limite acordado de 14 metros, ou o equivalente a 7 andares, e apresentou proposta para arranha-céus que podem chegar a 100 m de altura, ou 30 andares.
A manobra da Prefeitura está sendo denunciada em um abaixo-assinado organizado pelo vereador Wagner Romão (PT). A prefeitura quer incluir essas estruturas como moradias sociais, necessárias no projeto, abrindo ainda mais à especulação imobiliária a possibilidade de modificar as características do local.
“Além da composição visual com essas estruturas, prédios desse tipo concentrarão muito mais pessoas do que já estava previsto pela população local. Isso significa mais problemas para quem já vive ali e convive com a falta de vagas em escolas, problemas relacionados ao atendimento na saúde, fluxo de carros, mais desequilíbrio ambiental da região, entre outras questões”
O Projeto de Lei Complementar nº 03/2024, de autoria do Executivo, que cria o PIDS (Polo de Inovação para o Desenvolvimento Sustentável) e altera as regras de zoneamento da região do CIATEC/Unicamp, está de volta à discussão na Câmara Municipal.
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