(foto pedro frança - ag senado)
O Brasil é o país com maior número de milionários na América Latina e o mais desigual do mundo, segundo um relatório do banco suíço UBS divulgado nesta quarta-feira (18). Para elaboração do Relatório Global da Riqueza de 2025 o UBS analisou dados de 56 países, que concentram 92% da riqueza mundial.
Só nestas últimas semanas, o Congresso decidiu tirar R$ 197 bilhões da população e transferir para milionários que são donos de pequenas Usinas Hidrelétricas e impediram a taxação de bancos. Os “representantes do povo” derrubaram na terça-feira (17) vetos do presidente Lula a vários pontos da lei sobre investimento em eólicas em alto-mar (offshore). Com isso, os parlamentares beneficiaram empresários do setor: a decisão aumenta a conta de luz do brasileiro. Segundo a Abrace (Associação dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres), a derrubada de vetos pode custar R$ 197 bilhões na conta de luz até 2050. O valor pode ser ainda maior, a depender da análise de itens que foram adiados. Além disso, derrubou o IOF que taxava bancos e super-ricos.
Esses são apenas dois caso de como o Congresso transfere recursos e concentra renda. Com apoio de bolsonaristas e da extrema direita, eles também há 6 meses não votam a isenção proposta pelo governo Lula para quem ganha até R$ 5 mil reais.
De acordo com o relatório , o Brasil tem aproximadamente 433 mil milionários, em classificação feita em dólares. O México tem 399 mil e é o segundo país latino-americano com mais super-ricos.
No mundo, o Brasil é o 19ª país com mais milionários. Os Estados Unidos, com 23,8 milhões, lideram o ranking. A China vem em seguida, com 6,327 milhões de milionários. Juntos, os dois países têm 54% dos super-ricos do mundo.
Segundo o UBS, em um ano, o EUA ganhou 379 mil novos milionários em 2024. Isso significa que mais de 1 mil pessoas se tornaram super-ricas por dia no país. Em todo o mundo, foram 684 mil pessoas.
A riqueza envolve bens e também aplicações financeiras, descontadas as dívidas.
Ranking de países com mais ricos:
Ainda segundo o relatório, o Brasil é o país mais desigual entre todos os 56 analisados. Num índice que vai de 0 a 1, o Brasil tem 0,82 em desigualdade, junto com a Rússia. A Eslováquia é o mais igualitário da amostra, com índice de 0,38.
O UBS aponta ainda que o Brasil é o segundo país do mundo com maior valor de herança a ser distribuída nos próximos 20 ou 25 anos, ficando atrás somente dos EUA. Serão quase 9 trilhões de dólares transferidos no Brasil de pais para filhos, por exemplo – algo em torno de R$ 50 trilhões na cotação atual do dólar.
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