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Após criação de cotas, aumenta percentual de estudantes com deficiência entre os novos alunos da Unicamp

(antonio scarpinetti – jornal da unicamp)

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) registrou um aumento no percentual de estudantes com deficiência entre os novos alunos de seus cursos de graduação. Do total de 3.274 ingressantes em 2025 — desconsiderando os aprovados via Provão Paulista e egressos do Programa de Formação Interdisciplinar Superior (Profis) —, 6,05% se declararam pessoas com deficiência., um aumento em relação aos 4,77% registrados em 2024 e aos 3,82% em 2023. O percentual representa 198 estudantes. Os dados são da Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest).

O crescimento reflete a implementação de cotas específicas para pessoas com deficiência, aprovada pelo Conselho Universitário da Unicamp em setembro de 2024. A medida tornou a instituição a primeira entre as universidades estaduais paulistas a adotar essa política. Segundo a Comvest, 22 estudantes ingressaram em 2025 por meio das novas cotas. “Há a perspectiva de, no próximo ano, termos um número de vagas ainda mais robusto”, afirmou José Alves de Freitas Neto, diretor da Comvest. “É uma sinalização clara das políticas de inclusão que a Unicamp vem consolidando nos últimos anos.”

No total, a universidade recebeu 3.467 novos estudantes em seus cursos de graduação em 2025, distribuídos entre diferentes modalidades de ingresso, como vestibular tradicional, Enem, Provão Paulista, vestibular indígena e vagas olímpicas.

Estudantes vindos da rede pública de ensino chegaram a 45,95% do total — o equivalente a 1.593 alunos —, mantendo praticamente o mesmo patamar de anos anteriores (45,7% em 2022 e 45,4% em 2020). “Os dados sinalizam uma constância nas políticas adotadas desde 2018, incluindo índices de inclusão próximos a 50% para estudantes da rede pública e acima de 30% para pretos, pardos e indígenas”, destacou Freitas Neto.

Em 2025, 24% dos matriculados ingressaram por meio de algum sistema de cotas, enquanto 31,87% se autodeclararam pretos, pardos ou indígenas. Além disso, 13,73% dos calouros foram beneficiados com a isenção da taxa de inscrição, oferecida a candidatos em situação de vulnerabilidade socioeconômica — nas modalidades vagas olímpicas e vestibular indígena, a inscrição é gratuita.

O vestibular tradicional segue como a principal porta de entrada para a Unicamp, responsável por 75,51% das matrículas em 2025. Já o Enem-Unicamp correspondeu a 11,71% dos ingressos, enquanto o Provão Paulista respondeu por 5,57%. O vestibular indígena e as vagas olímpicas representaram, respectivamente, 2,08% e 1,5% dos novos alunos.

No perfil escolar dos ingressantes, 71,24% vieram do ensino médio regular e 22,79% de cursos técnicos. Geograficamente, a maior parte dos estudantes é da Região Metropolitana de Campinas (37,57%), seguida pelas regiões Metropolitana de São Paulo (20,08%) e outras partes do estado (28,68%).

A Unicamp já definiu o cronograma para o processo seletivo de 2026. As inscrições estarão abertas de 1º de agosto a 1º de setembro, pela internet. A primeira fase do vestibular será aplicada em 26 de outubro e a segunda fase ocorrerá nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro. Pedidos de isenção da taxa de inscrição para o Vestibular Unicamp 2026 e Enem-Unicamp 2026 podem ser feitos entre 12 de maio e 6 de junho, também pela internet. (Com informações de Mário Barra/Jornal da Unicamp)

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