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Denúncia da PGR expõe o mesmo Bolsonaro, repugnante e golpista, assim como ele sempre se apresentou

(foto valter campanato/ agencia brasi)

A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), apresentada na noite dessa terça-feira (18) ao Supremo Tribunal Federal (STF), expôs um Jair Bolsonaro repugnante e golpista igualzinho a forma como ele sempre se apresentou. A denúncia evidencia que o ex-presidente Jair Bolsonaro estava ciente e concordou com o planejamento e a execução de ações para assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes. Na época da pandemia, esse mesmo Bolsonaro imitava pessoas morrendo por falta de oxigênio, dizia que iria metralhar opositores, tomar terras indígenas e tantas outras barbaridades. O mais interessante é que ele tem o apoio de pessoas que se dizem cristãs.

Já em 1999, ele queria matar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Afirmou que “deveriam ter sido fuzilados uns 30 mil, a começar pelo presidente Fernando Henrique Cardoso.” Depois, em 2016, afirmou que ‘não empregaria mulheres com o mesmo salário’ que o de homens.

De acordo com procurador-geral da República, Paulo Gonet, o plano intitulado “Punhal Verde Amarelo” foi arquitetado e levado ao conhecimento do então presidente da República, “que a ele anuiu, ao tempo em que era divulgado relatório em que o Ministério da Defesa se via na contingência de reconhecer a inexistência de detecção de fraude nas eleições”.

“O plano se desdobrava em minuciosas atividades, requintadas nas suas virtualidades perniciosas. Tinha no Supremo Tribunal Federal o alvo a ser “neutralizado”. Cogitava o uso de armas bélicas contra o ministro Alexandre de Moraes e a morte por envenenamento de Luiz Inácio Lula da Silva”, destaca Gonet.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) revelou que o presidente Lula também foi alvo de monitoramento no esquema denominado “Punhal Verde e Amarelo”. De acordo com a denúncia assinada pelo procurador-geral Paulo Gonet, o plano envolvia a coleta de informações estratégicas sobre Lula e sua equipe de segurança. O documento, de 272 páginas, aponta que o militar Hélio Ferreira Lima esteve nas proximidades do Hotel Meliá, em Brasília, entre 25 e 26 de novembro de 2022, onde Lula se hospedou após ser eleito. Esse período coincide com o início do reconhecimento de locais sensíveis ligados a Moraes, então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Além disso, a denúncia indica que o agente da Polícia Federal Wladimir Matos Soares forneceu informações sobre a agenda e os deslocamentos de Lula a aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Além do ex-presidente, a denúncia da PGR inclui mais 33 pessoas pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. As acusações envolvem militares, entre eles Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, e Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

A denúncia da PGR ressalta ainda que outros planos foram encontrados em posse dos denunciados. Um deles se encerrava com a frase: “Lula não sobe a rampa”.

A prova de que o plano não ficou apenas na fase de planejamento seria a execução inicial da Operação Copa 2022.

“Foram levadas a cabo ações de monitoramento dos alvos de neutralização, o ministro Alexandre de Moraes e o presidente eleito Lula da Silva. O plano contemplava a morte dos envolvidos, admitindo-se meios como explosivos, instrumentos bélicos ou envenenamento”, menciona o procurador-geral da República.

De acordo com a denúncia ao STF, no dia 15 de dezembro de 2022, os operadores do plano, com todos os preparativos completos, somente não ultimaram o combinado por não haverem conseguido, na última hora, cooptar o Comando do Exército.

O dia 9 de novembro de 2022 marcaria o início da fase mais violenta do plano de golpe de Estado. Foi quando o plano “Punhal Verde Amarelo” foi impresso dentro do Palácio do Planalto pelo e-assessor da Presidência da República e general do Exército Mário Fernandes, preso durante as investigações.

O documento foi levado por ele no mesmo dia ao Palácio da Alvorada. As investigações da Polícia Federal mostram registro de entrada de Fernandes no Alvorada à 17h48 do dia 9 de novembro.

“A ciência do plano pelo presidente da República e sua anuência a ele são evidenciadas por diálogos posteriores, comprobatórios de que Jair Bolsonaro acompanhou a evolução do esquema e a possível data de sua execução integral”, ressalta Gonet.

Um áudio de WhatsApp obtido por policiais federais mostra que Mário Fernandes relata a Mauro Cid que havia estado pessoalmente com Jair Bolsonaro e debatido o momento ideal de serem ultimadas as ações tramadas, conforme a seguinte descrição: “Durante a conversa que tive com o presidente, ele citou que o dia 12, pela diplomação do vagabundo, não seria uma restrição, que isso pode, que qualquer ação nossa pode acontecer até 31 de dezembro e tudo. Mas (…), ai na hora, eu disse, pô presidente, mas o quanto antes, a gente já perdeu tantas oportunidades.”

O procurador-geral da República ainda destaca em sua denúncia que o documento apresentado a Bolsonaro indicava a existência de ações de monitoramento já em curso, o que igualmente reforça a ciência prévia da alta cúpula da organização criminosa sobre a ideia que passou a ser operacionalizada segundo o plano “Punhal Verde Amarelo”. (Com informações da Agência Brasil)

Carta Campinas

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