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Unicamp é primeira universidade estadual de SP a adotar cotas para pessoas com deficiência

A Unicamp é a primeira universidade estadual pública do estado de São Paulo a adotar um sistema de cotas de vagas para pessoas com deficiência em seu processo seletivo. A decisão foi aprovada esta semana pelo Conselho Universitário (Consu) por unanimidade.

A medida beneficia tanto estudantes de escolas públicas como de instituições particulares e valerá para o ingresso em cursos de graduação em 2025. Serão reservadas uma ou duas vagas por curso, ou até 5% do total de vagas disponíveis, que serão disponibilizadas no edital do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Para concorrer como cotista, durante a inscrição, o candidato deverá informar qual é a sua deficiência e anexar os documentos médicos solicitados. Caberá à Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) avaliar a solicitação e os documentos. Para isso, será formada uma junta de especialistas em diversas áreas.

Atualmente, a Unicamp conta com 123 alunos que pediram atendimento especializado para os órgãos de apoio da Universidade, de acordo a Diretoria Executiva de Permanência Estudantil (Deape). Desse grupo, 90 estão dentro do espectro autista.

O processo de adesão ao programa será feito gradualmente. Pelo cronograma, as unidades que não precisam de grandes adaptações terão um prazo de dois anos. Aquelas que demandam algum tipo de adaptação deverão aderir em até três anos e as que exigem mudanças mais significativas, como equipamentos complexos ou construção de laboratórios, em cinco anos. O número de vagas para os cursos deverá ser divulgado em edital no próximo mês.

Em março deste ano, o Coletivo Anticapacitista Adriana dias chegou a organizar um protesto na reitoria da universidade cobrando a adoção das cotas PCD, lembrando que a medida já era reivindicada desde a greve de 2023. Três representantes do coletivo participaram da sessão do Consu. “Foi um momento histórico para as pessoas com deficiência”, comemorou o grupo em suas redes sociais.

Ainda segue em discussão na universidade a reserva de vagas para pessoas transgênero. A primeira audiência pública para debater o tema foi realizada no último dia 25 na Faculdade de Ciências Médicas (FCM) e a segunda está marcada para 22 de outubro.

Carta Campinas

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