“Ler é também um ato político”, diz Lula na abertura da 27ª Bienal do Livro de São Paulo

(foto: ricardo stuckert/divulgação)

Um dos maiores eventos literários da América Latina, a 27ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo foi aberta nesta quinta-feira (5) com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dos ministros Margareth Menezes (Cultura), Camilo Santana (Educação), Jader Filho (Cidades) e da primeira-dama, Janja da Silva.

Na cerimônia, o presidente assinou o decreto que regulamenta a Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE). No evento também foi celebrado protocolo entre os ministérios da Cultura e das Cidades para a implementação de bibliotecas comunitárias nos novos empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida. Estima-se que 1.500 bibliotecas sejam criadas, com um acervo de 600 mil livros. O ministro da Educação assinou ainda a suplementação de R$ 50 milhões para o Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) Educação Infantil.

“A literatura, assim como o cinema, a música, o teatro, o circo, a dança, as artes plásticas, alimentam a alma de um povo. Um dos nossos objetivos é fazer do Brasil um país de leitores e leitoras. Os livros são fundamentais para a nossa formação e compreensão do mundo. Ler é também um ato político. É um grito de liberdade contra todas as formas de arbítrio. Nada é mais livre do que ler. Ler e viajar”, afirmou Lula.

A Bienal reúne autores, editores, livreiros e leitores e tem como tema este ano “Quem Lê faz Grandes Amigos”, sobre o poder transformador do livro. A edição 2024 contará com a presença de mais de 700 autores e 227 expositores. O evento é realizado em uma área de 75 mil metros quadrados no Anhembi. A expectativa é que o evento receba cerca de 600 mil pessoas de até 15 de setembro.

A Colômbia é o país convidado de honra desta e também estiveram presentes na solenidade o ministro das Culturas, das Artes e dos Saberes da Colômbia, Juan David Correa; o embaixador da Colômbia, Guilhermo Rivera; a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, e a presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Sevani Matos.

Carta Campinas

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